Brazil oil start-ups shine as Petrobras worries mount
25 de maio de 2011Investimento público volta a crescer
27 de maio de 2011Em Londres, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou hoje
(25) em discurso que as grandes potências temam o crescimento econômico
do Brasil, da China e da Índia. Obama disse que este crescimento cria
novos mercados e oportunidades, sem ameaças à liderança existente no
mundo. Segundo ele, Estados Unidos e Reino Unido não estão em decadência
e servem como exemplos para os emergentes. O Brasil foi citado em dois
momentos no discurso.
“Países como a China, o Brasil e a Índia estão crescendo rapidamente,
criando oportunidades e mercados para as nossas nações. Também
conseguiram tirar muitos da pobreza. Estas nações crescem porque se
baseiam em princípios de mercado que os Estados Unidos e o Reino Unido
sempre defenderam”, afirmou o presidente norte-americano no Parlamento
Britânico, no segundo dia de visita à capital inglesa.
Em resposta aos que temem o crescimento dos emergentes, Obama tentou
afastar o medo. “Há quem acredite que tal crescimento virá junto com a
decadência inevitável da influência de nossos países no mundo. Há quem
diga que essas nações são o futuro e nós, o passado, mas isso está
errado. Esse argumento está errado. O tempo para a nossa liderança é
agora”, disse.
“As ameaças e os desafios exigem das nações que trabalhem em conjunto
umas com as outras. Nós [norte-americanos e britânicos] continuamos a
ser o maior catalisador para a ação global”, disse ele.
Obama ressaltou que os esforços globais devem priorizar a melhoria das
expectativas de vida para “milhões que estão privados de direitos
humanos básicos”. Segundo ele, o caminho ideal para alcançar essas
pessoas é o do livre comércio. “Foi o que levou à Revolução Industrial,
que começou nas fábricas de Manchester [no Reino Unido] e se estenderam
para o resto do mundo estabelecendo uma nova ordem mundial”, ressaltou.
O presidente norte-americano acrescentou que a economia reflete a
atuação dos Estados Unidos. “Vivemos em uma economia global que é, em
grande parte, de nossa própria fabricação. Hoje, a competição pelos
melhores empregos e indústrias favorece os países que são livres
pensadores e progressistas, países que estimulam a criatividade, a
inovação e o empreendedorismo”, disse ele.
Segundo Obama, os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido são
parceiros na promoção da paz, da justiça e da prosperidade no mundo. De
acordo com ele, a liberdade e a dignidade humana são os valores que
regem as políticas dos dois países.
