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22 de março de 2011Cobrado ontem pela presidente Dilma Rousseff para suspender as barreiras comerciais impostas aos produtos brasileiros, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje rever a situação. Em discurso no Theatro Municipal, Obama disse que há esforços para acabar com as barreiras.
— Estamos tentando derrubar as barreiras comerciais — afirmou.
O Brasil e os Estados Unidos travam várias disputas comerciais em decorrência das barreiras impostas pelo governo americano a vários produtos nacionais. Os mais atingidos pelas tarifas são o suco de laranja, aço e algodão, além de restrições que pesam sobre o etanol brasileiro.
Ontem, Dilma apelou para a “franqueza” que visa a construir uma relação de “maior profundidade” entre o Brasil e os Estados Unidos, e pediu a Obama o fim das barreiras comerciais.
Em pronunciamento, no Palácio do Planalto, ela defendeu o equilíbrio das relações comerciais numa referência ao déficit que há na balança brasileira em relação ao intercâmbio comercial com os EUA.
De 2000 a 2010, a balança comercial entre o Brasil e os Estados Unidos passou de um superávit em favor do Brasil de US$ 290 milhões para um déficit de mais de US$ 7,7 bilhões, de acordo com dados consolidados no ano passado pela área econômica.
No discurso de hoje, Obama não mencionou detalhes sobre os esforços feitos para resolver a questão nem citou o problema do déficit.
Para uma plateia de cerca de 2,5 mil pessoas, o americano elogiou a presidente Dilma Rousseff. Lembrou que ela é filha de imigrantes, de pai búlgaro com mãe brasileira, e destacou sua competência.
Para Obama, este é um exemplo de alguém que tem o perfil para defender os direitos humanos e a democracia, pois viveu também as agruras da ditadura ao ser torturada.
— A filha de um imigrante sabe o que é viver sem os direitos humanos mais básicos, ela (Dilma) sabe o que é superar. Esta mulher é a presidente de todos aqui, é Dilma Rousseff. Nossas nações têm muitos desafios pela frente — afirmou.
