The Scariest Earthquake Is Yet to Come
15 de março de 2011Long Pause for Japanese Industry Raises Concerns About Supply Chain
17 de março de 2011Questões relacionadas aos combustíveis estarão na pauta da visita do presidente americano, Barack Obama, ao Brasil. A Casa Branca expressou a necessidade de diversificar seus fornecedores de petróleo – o Brasil é visto como um potencial exportador para os EUA no futuro -, e empresas americanas manifestaram forte interesse em participar da exploração do pré-sal brasileiro. Num momento em que o petróleo atinge preços recordes por causa das revoltas sociais no mundo árabe, Obama anunciou que pretende fortalecer as relações com outros países produtores e explicitou que esse será um tema de discussão com a presidente Dilma Roussef.
Na opinião de um lobista brasileiro em questões energéticas, com trânsito em Washington, Obama terá de ser cauteloso com suas palavras no Brasil.
— Depois do acidente de vazamento de óleo no Golfo do México, ficou difícil a autorização nos EUA para exploração de petróleo em alta profundidade. Se Obama for ao Brasil defender a participação de empresas americanas no pré-sal brasileiro, os congressistas republicanos certamente vão cair em cima dele.
Os dois países também vão discutir, com a participação do setor privado, a elaboração conjunta de um biocombustível para ser usado na aviação.
A política americana em relação à tarifação de importação do etanol brasileiro também deverá fazer parte das conversas, mas, como depende de decisões do Congresso, o impasse deverá continuar. O produto brasileiro é taxado a US$0,54 por galão (equivalente a 3,78 litros) na importação. Os produtores americanos recebem um subsídio de US$0,45 por galão ao etanol misturado à gasolina, benefício igualmente usufruído pelos brasileiros, mas ainda assim subsiste uma tarifação de US$0,09.
