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16 de março de 2009A flexibilização das regras do crédito consignado para beneficiários do INSS pode colocar no mercado de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões. A conta, feita pelo presidente do Banco Bonsucesso, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, anima seus planos para 2009 depois do sufoco de 2008.
O lucro líquido do Bonsucesso caiu 68,7% no ano passado, de R$ 90,6 milhões para R$ 28,397 bilhões. O patrimônio encolheu 9,9% para R$ 287,153 milhões e a rentabilidade ficou em 9,9% em comparação com os 28,4% de 2007.
Diante do aperto de liquidez desencadeado pela crise internacional, Pentagna Guimarães até considera o resultado bom: “Conseguimos retorno igual ao CDI”.
A captação total do banco caiu 26% para R$ 764,912 milhões. Os investidores institucionais, buscaram os grandes bancos, especialmente os públicos. Além disso, o custo subiu.
O Bonsucesso contornou o problema com acordos de cessão de carteiras. Foram fechados acordos no total de R$ 2 bilhões com o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e WestLB. No pico da crise, as cessões chegaram a custar 21,5% ao ano; agora, a taxa caiu para 13,5%. E o Bonsucesso já nota a volta das aplicações de administradoras de fundos e carteiras.
Apesar do custo de captação ter caído, as taxas de repasse subiram com o aumento da inadimplência, o que melhorou as margens, disse Pentagna Guimarães.
Incluindo os acordos de cessão de carteira, as operações de crédito do Bonsucesso cresceram 14,9% em 2008 para R$ 1,677 bilhões. Só as cessões aumentaram 61,3% para R$ 829,3 milhões.
As cessões permitiram ao Bonsucesso manter uma produção de crédito em torno de R$ 100 milhões a R$ 110 milhões por mês, 40% dos quais em operações com empresas médias e o resto em consignado. Em março, disse Pentagna Guimarães, a produção projeta o recorde de R$ 150 milhões.
Com a ampliação do limite consignável para crédito de 20% para 30% dos benefícios do INSS, Pentagna Guimarães acredita que os números vão crescer mais e está disposto a negociar o aumento dos acordos de cessão de carteira. Levando em conta o salário mínimo de R$ 465,00 o banqueiro estima que a ampliação significa um aumento de R$ 17 bilhões na demanda potencial de crédito se todos os 22 milhões de beneficiários buscarem recursos. O valor é, na verdade maior, uma vez que há benefícios acima do salário mínimo. “O cenário é incomparavelmente melhor do que o de 2008”, afirmou.
Nem mesmo o aumento das perdas com crédito o preocupa. A inadimplência nas operações com consignado, incluindo óbitos, atingiu 3,5% em comparação com 2% há um ano. Segundo Pentagna Guimarães muitas pessoas tiveram problemas com a redução da margem consignável de 30% para 20% no início de 2008. Agora, com a ampliação da margem, o banqueiro afirma que poderá refinanciar a dívida dos clientes.
