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15 de outubro de 2014As demissões no complexo minerário de Serra Azul, da MMX Mineração e Metálicos S/A, devem continuar até que a unidade no Estado fique com apenas 80 funcionários. Na última sexta-feira, 120 foram demitidos ao voltarem do período de férias coletivas. De acordo com um ex-empregado que não quis se identificar, havia 415 pessoas trabalhando em Serra Azul, e o plano é preservar apenas o quadro de funcionários da área administrativa. Todos os demais serão mesmo demitidos até 2015.
A expectativa do Sindicato Metabase de Brumadinho era de uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho ainda hoje na mina, para tentar reverter as demissões. Entretanto, o MPT não confirmou essa operação.
Ainda de acordo com o esse ex-funcionário, estariam em curso negociações para a venda da mina de Serra Azul para a Trafigura Beheer BV – a segunda maior trading de metais do mundo e que tem estudado novos investimentos no Brasil.
Mais do que os problemas financeiros enfrentados pelo dono do grupo ao qual pertence a MMX – o empresário Eike Batista – a questão na mina Serra Azul é ambiental. A empresa teria encontrado em seu caminho formações rochosas tecnicamente descritas como “cavidades”, que são popularmente conhecidas como cavernas. Essas cavernas abrigariam animais e plantas raras, e a partir daí, o órgão ambiental responsável pelo licenciamento ambiental – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) – pediu à MMX mais esclarecimentos sobre essas ocorrências. De acordo com informações da Semad, a área da mina conhecida como lavra Tico Tico foi embargada em fevereiro de 2014 justamente por estar localizada em área próxima a cavidades de relevância ambiental. Em maio, após nova vistoria ao local, também foi embargada a Unidade de Tratamento de Minério (UTM) e uma estrada próxima às cavidades.
Parada. De acordo com o ex-funcionário da MMX, a empresa está parada desde essa época. Sendo assim, a situação financeira da mina tornou-se insustentável.
Para piorar, nas vistorias realizadas na área embargada, foram identificados danos às cavernas. Assim, além do embargo, foram também aplicadas duas multas no valor de R$ 50 mil, por descumprimento da legislação ambiental. O embargo está valendo até que, em um prazo de até 120 dias, a Semad dê um parecer e envie um relatório sobre a mina ao Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam).
Investimentos
Holandesa. A Trafigura, com sede em Amsterdã, estuda a compra de minas e/ou ajuda aos atuais produtores de minério na América do Sul. A empresa abriu um escritório em Montevidéu, Uruguai.
