Assembléia homenageia aluna que ganhou prêmio nacional
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7 de agosto de 2008A Assembléia Legislativa aprovou ontem a mensagem 34/2008 que trata da revisão do subsídio salarial dos policiais militares. A matéria, aprovada por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), projetou a vitória do governo do Estado sobre os debates que prevêem aumento progressivo de 10% ao ano tendo como base inicial 2008. A proposta recebeu emenda que prevê indexação ao reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), caso a inflação supere a margem de 6%. Representantes da categoria defendiam a aprovação do reajuste de 30% sobre os atuais salários com o compromisso de pagamento integral do percentual no decorrer desse ano. Mesmo após amplas discussões, a administração estadual não abriu mão de rever a condição de distribuir o pagamento do reajuste em etapas pontuadas ao longo de três anos. O deputado Zé Carlos do Pátio (PMDB), que havia pedido vistas da mensagem durante reunião da CCJ realizada no dia 16 de julho, votou ontem pela aprovação da matéria. Contudo, não dispensou críticas dirigidas ao governador Blairo Maggi (PR). “O projeto veio cheio de erros e foram feitas correções, como a inclusão dos aposentados e pensionistas. Não havia indexação do INPC e conseguimos isso. Mas não posso deixar de dizer que o governo está forçando uma situação, porque a polícia vai ficar engasgada durante o resto do mandato do governador”, disparou. Pátio disse ainda que a aprovação da mensagem foi um desrespeito à família miliciana. “Uma coisa mal resolvida é pior do que tudo”, ponderou. O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, deputado José Riva (PP), lembrou que apesar dos esforços de parte da classe, um estudo realizado entre os policiais revelou que, dentro da PM, pelo menos 76% gostariam de ver a matéria votada no Poder Legislativo. “A minoria questionou, mas o estudo demonstrou que a maioria queria que a mensagem fosse votada. Além disso, conseguimos a indexação do INPC. Ele (Maggi) alega que esgotou o diálogo com a PM, mas talvez tenha faltado diálogo na própria corporação”, analisou Riva. Na tarde de ontem um grupo de representantes da Polícia Militar tentava se reunir com parlamentares no intuito de debater o assunto. Contudo, por falta de agendamento, o encontro direto com deputados e PMs acabou não ocorrendo. Ciente do cenário, representantes do governo, como o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, e o comandante-geral da PM, coronel Campos Filho, se reuniram na Casa de Leis com deputados na tentativa de assegurar a aprovação da matéria dentro dos moldes previstos pelo chefe do Executivo. Após longas conversas, os parlamentares conseguiram convencer a administração da necessidade da aprovação de emenda que previa a indexação do INPC à mensagem original. Atuou como relator da matéria o deputado Dilceu Dal Bosco (DEM).
