Does the world need a global ‘Tobin tax’?
27 de agosto de 2009Latin American Journalists Face New Opposition
31 de agosto de 2009O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta quinta-feira que a campanha eleitoral do próximo ano não fará o governo abandonar uma política fiscal rigorosa nem soltar as rédeas da inflação. “Vamos manter a mesma responsabilidade. Não pensem que a gente vai brincar com a política fiscal, não pensem que a gente vai brincar com a inflação”, discursou Lula, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Segundo ele, os avanços obtidos na economia são um patrimônio do País, conquista que não pode ser desperdiçada. “Não pensem também que a campanha política me fará fazer alguma coisa que depois da eleição quem ganhar seja prejudicado”, acrescentou Lula, recebendo aplausos da plateia formada por empresários e representantes de movimentos sociais.
“A gente não vai permitir que este País sofra os mesmos processos que historicamente sofreu em outras épocas.”
REFORMA. O presidente lamentou o fato de o Congresso não ter aprovado até agora a reforma tributária. Segundo ele, o corporativismo de diversos setores impediu a aprovação. “Dizem que as forças ocultas pedem para elas (as reformas) não serem votadas. A reforma tributária não avançou porque cada um de nós tem um modelo próprio. As coisas não andam”, disse o presidente.
Lula disse que o seu governo promoveu o “maior processo de desoneração da história da República”. Ele aproveitou para reclamar de críticas que recebeu da imprensa, empresários, economistas e sindicalistas no início de seu governo. “Não esqueço nunca que em 2003 eu utilizei a palavra “espetáculo do crescimento” para falar do desenvolvimento do País e fui achincalhado pela imprensa, pelos jornalistas econômicos, pelos empresários e pelos sindicatos. Todo mundo dizia que eu estava louco”, afirmou.
