Brazilian Criticizes Wealthy Nations’ Policies
19 de abril de 2011Declarações do IR enviadas até fim do feriadão ficam abaixo da expectativa da Receita
25 de abril de 2011Pesquisas divulgadas hoje (19) pela Confederação Nacional do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sobre a intenção de consumo e sobre
endividamento e inadimplência mostram que as últimas altas da taxa
básica de juros (Selic) não brecaram o ímpeto de consumo.
“As altas ainda não assustaram a população. Se tivessem assustado, o
consumidor teria pisado no freio”, avalia Fábio Bentes, economista da
CNC. Para a economista Marianne Hanson, também da confederação, o efeito
do aumento da Selic não é imediato e a elevação custo do crédito devido
aos juros mais altos poderá desestimular o consumo “ao longo do tempo”.
O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) medido pela CNC
registrou 132,6 pontos (em uma escala que vai até 200), e é 1,7% maior
do que o medido no ano passado. O dado mede o aumento da satisfação com o
emprego atual, a perspectiva de ter emprego para honrar compromissos, e
o acesso ao crédito.
Segundo o economista, o consumidor toma a decisão de fazer um
financiamento com base no impacto do valor das parcelas de pagamento e
não com o custo dos juros. “Ele não calcula a taxa, mas o peso da
prestação no orçamento”.
A CNC aponta, no entanto, que já há expectativa de um crescimento menos
vigoroso das vendas no comércio este ano. Em 2010, a alta foi de 10,9%.
A projeção para 2011 é de 7,1%, refletindo a persistência da inflação,
que diminui a renda disponível e o encarecimento do crédito.
O ICF registra recuo mensal desde o último janeiro (-2,9%), mas está
caindo menos a cada mês. A retração tem a ver com o período do ano em
que há despesas com pagamento de impostos e material escolar. O índice é
calculado mensalmente desde janeiro de 2010 com base em um questionário
para 18 mil consumidores em todas as capitais estaduais.
A mesma amostra é base para a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência
do Consumidor (Peic) que revela que diminuiu o percentual de famílias
endividadas (62,6%) em abril em comparação com março (64,8%). Também
caiu de 8,4% para 7,8% o percentual de consumidores que declararam não
ter condições de pagar as suas contas.
Segundo a Peic, a principal forma de endividamento é o cartão de
crédito (70,8%), seguida de carnês (19,7%); crédito pessoal (10%);
financiamento de carro (10%) e cheque especial (7,3%). O financiamento
da casa própria só foi indicado em 4% das respostas.
