TJ do Rio decidirá sobre redistribuição de processos
14 de novembro de 2012A juristocracia do novo Código de Processo Civil
20 de novembro de 2012Perto de completar dez anos no Supremo Tribunal Federal (STF), o
ministro Joaquim Barbosa assume a presidência da Corte na próxima
quinta-feira (22). Em cerimônia para cerca de 2 mil convidados, Barbosa
passará a ser o chefe do Judiciário nacional pelos próximos dois anos.
Já estão confirmadas as presenças da presidenta da República, Dilma
Rousseff, e dos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara dos
Deputados, Marco Maia. Entre centenas de autoridades, a lista de Barbosa
também inclui convidados que não pertencem ao ambiente de poder de
Brasília, como os atores Lázaro Ramos e Taís Araújo.
A cerimônia começará uma hora mais cedo que o usual – às 15h – e
terá o mesmo esquema de segurança que vem sendo usado nas sessões de
julgamento da Ação Penal 470. Após a execução do Hino Nacional,
Barbosa deixa o posto de presidente em exercício, assumido a partir de
amanhã, segunda-feira, 19, para ser empossado pelo decano da Corte,
ministro Celso de Mello.
Já na função de presidente, Barbosa empossará Ricardo Lewandowski
como vice. Ambos vêm trocando farpas durante o julgamento da Ação Penal
470 como relator e revisor, mas garantem que as divergências estão
restritas ao processo e não chegam ao nível pessoal ou institucional.
Na etapa dos pronunciamentos oficiais, Barbosa surpreendeu ao
escolher o ministro Luiz Fux para falar em nome da Corte. Os últimos
quatro presidentes do STF – Ellen Gracie, Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Carlos Ayres Britto – foram saudados pelo ministro Celso de Mello, mais
antigo integrante do Tribunal desde a aposentadoria de Sepúlveda
Pertence em 2007. Também foi Mello quem falou na despedida de Carlos
Ayres Britto, na última quarta-feira (14).
Ainda estão previstos os pronunciamentos do procurador-geral da
República, Roberto Gurgel, e do presidente da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), Ophir Cavalcante. Barbosa será o último a falar. O
gabinete não divulgou o conteúdo do pronunciamento, mas garante que o
ministro será breve.
O futuro presidente também inovou ao restringir a tradicional fase
de cumprimentos no Salão Branco do STF apenas para os ministros do STF,
parentes e algumas autoridades. Em geral, essa etapa é a mais longa da
programação, com horas de duração e exaustão dos empossados, que
permanecem de pé em uma área reservada do salão aguardando a saudação de
todos os visitantes em fila.
O cerimonial do STF prevê que os cumprimentos gerais ocorram apenas
durante festa que será oferecida no início da noite pelas três entidades
de classe nacionais de juízes – Associação dos Magistrados Brasileiros
(AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).
As entidades não divulgam o valor gasto com o evento, mas informam
que a festa ocorrerá em um clube luxuoso de Brasília, com coquetel e som
ambiente para recepção dos convidados.
