Deputados e governador oficializam repasse de emendas
2 de junho de 2008Repasse de recursos auxilia a manter áreas de preservação
4 de junho de 2008O senador Jayme Campos (DEM) não acredita que o empresário Mauro Mendes, pré-candidato do PR à prefeitura de Cuiabá, repita nas urnas o mesmo feito do seu maior entusiasta: o governador Blairo Maggi, que em 2002 superou as adversidades e venceu a eleição em Mato Grosso. Aliado do governo e adversário na disputa à prefeitura de Cuiabá, nesta eleição, o senador evita falar em desgastes na relação com o chefe do Executivo estadual. “É conseqüência”, se limitou a comentar.
Além de Cuiabá, Várzea Grande e em mais 38 municípios, o DEM prioriza a aliança com o PP, também integrante da base governista. Na Capital, o senador, que apóia a candidatura do deputado progressista Walter Rabello, afirma que vai influenciar na eleição. O vice da chapa será indicado pelo Democratas.
Para Jayme, o tempo exíguo representa hoje a maior intempérie contra Mauro Mendes. Também foi observado o amplo apoio de Maggi em 2002, que contava com o respaldo de lideranças do antigo PFL e do PP, siglas que hoje estão distantes do projeto do PR na Capital.
À época, apesar do ex-governador Dante de Oliveira e o seu grupo liderarem as pesquisas de intenções de votos, os então prefeitos das três maiores cidades do Estado apoiaram integralmente a campanha de Blairo Maggi. Roberto França, Jayme Campos e Percival Muniz, respectivamente, de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis apoiaram a então candidatura do desconhecido empresário Blairo Maggi.
Hoje, eles estão em projetos diferentes. À época, também considerado uma das grandes lideranças do Estado, o deputado federal Pedro Henry (PP) também apoiou Maggi. Ele era uma das principais forças políticas do Estado. Um ano e meio depois o parlamentar foi envolvido em uma série de denúncias de repercussão nacional como a máfia das ambulâncias e o mensalão. Neste segundo caso, ele foi absolvido.
O senador, além de observar o pouco tempo para que Mauro se torne conhecido na Capital, não vislumbra um amplo arco de apoio. Até mesmo porque a base do governo se mostra dividida na Capital. “Quero ver a força da classe empresarial e do governo em Cuiabá”, disse Jayme, ontem pela manhã, ao participar do seminário sobre a Reforma Tributária, na sede da Fiemt.
