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18 de abril de 2024Grandes investidores brasileiros reuniram-se para criar um fundo de
capital de risco. O Fundo Pitanga tem R$ 100 milhões para investir em
empresas inovadoras de alto potencial de investimento. Ele será gerido
por Fernando Reinach, ex-diretor executivo da Votorantim Novos Negócios,
e Eduardo Vassimon, ex-vice-presidente do Itaú BBA.
Os investidores, que não estarão envolvidos no dia a dia do fundo,
são Guilherme Leal, Luiz Seabra e Pedro Passos, fundadores da Natura, e
os banqueiros Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco) e Fernão e Cândido
Bracher (Itaú BBA).
“Estamos montando um fundo de venture capital mais clássico, para
investir em empresas de alto risco e de retorno alto”, disse Vassimon.
As conversas para montar o fundo começaram em outubro do ano passado. A
empresa já está constituída, mas o fundo ainda aguarda o sinal da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para começar a operar. A ideia é
iniciar os investimentos no segundo semestre.
Nos Estados Unidos, é comum os fundos investirem em empresas em
estágios iniciais. De dez investimentos, somente um ou dois dão certo, e
eles mais que compensam as perdas do restante da carteira.
A ideia do Fundo Pitanga é seguir esse modelo. As empresas investidas
podem estar em um estágio bem inicial, ainda na forma de uma ideia de
produto ou serviço, sem ter nem mesmo um modelo de negócios definido.
No Brasil, isso ainda não é comum, pois a maioria dos fundos ainda
tem participação de investidores institucionais, mais avessos ao risco
que indivíduos. “Para um fundo de pensão, é muito mais difícil aprovar o
investimento em uma empresa que ainda não sabe como vai ganhar
dinheiro”, exemplificou Reinach.
Segundo os gestores, eles estão avaliando empresas de vários setores.
Quando esteve à na Votorantim, Reinach teve sucesso ao investir em
empresas das áreas de biotecnologia, como Alellyx e CanaVialis, e
tecnologia da informação, como a Tivit. “De 12 investimentos, quatro
deram certo, o que é acima da média do mercado”, ressaltou o executivo.
“Demos sorte.”
Mercado. O professor Adalberto Brandão, do Centro de
Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getúlio Vargas
(GVcepe), afirmou que esse modelo de fundo formado por investidores
privados, sem prazo para investimento e desinvestimento, ainda é raro no
País.
“O mercado brasileiro ainda é muito recente”, disse Brandão. Em 2004,
o capital destinado a venture capital e private equity no País somava
US$ 5,58 bilhões. Em 2009, segundo estudo do GVcepe, esse total chegou a
US$ 36,1 bilhões, o que equivale a cerca de 2,3% do Produto Interno
Bruto (PIB). “Ainda há muito espaço para crescer. A relação entre
investimento e PIB não atingiu os patamares de mercados maduros, como o
americano”, afirmou o professor.