Romney Wins G.O.P. Primary in New Hampshire
11 de janeiro de 2012Banco britânico RBS vai demitir 3.500 postos
13 de janeiro de 2012A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta
quarta-feira que o governo vai pagar por todas as cirurgias de mulheres
que tiveram problemas com próteses de silicone da marca francesa PIP e
da marca holandesa Rofil, que apresentaram problemas de vazamento do
material usado no implante. As mulheres serão convocadas a fazerem
exames no Sistema Único de Saúde (SUS).
Além das que receberam
próteses dessas duas marcas, aquelas que não sabem a marca de silicone
que possuem no seio também serão encorajadas a realizar exames. Os
exames servirão para identificar se há necessidade de cirurgia para
retirada ou troca do silicone.
Segundo o diretor-presidente da
Anvisa, Dirceu Barbano, essa foi uma orientação da própria presidente
Dilma Rousseff, preocupada com as mulheres que podem vir a ter problemas
de saúde. O vazamento do silicone industrial usado por essas duas
empresas pode causar dores, inflamações e deformidade da prótese,
segundo Barbano. Ele informou que a assistência pública que o governo
vai oferecer independe de o implante ter sido feito na rede pública ou
privada.
– O entendimento que o governo federal tem é que a
ruptura dos implantes implica numa cirurgia reparadora, que poderá ser
realizada pelo SUS. A mulher que tem implante estético privada, à medida
que se rompe, será uma cirurgia reparadora amparada pelo SUS – disse o
diretor-presidente da Anvisa
A Anvisa informou que no Brasil há
12,5 mil mulheres portadoras da prótese PIP e 7 mil portadoras da
prótese Rofil. Outras 10,1 mil próteses da marca PIP foram recolhidas no
Paraná. Na quinta-feira, será publicada uma notificação para que as
próteses da Rofil também sejam recolhidas.
Além da realização das
cirurgias, a Anvisa – que está reunida com a Sociedade Brasileira de
Mastologia, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, representantes
do Departamento de Defesa ao Consumidor do Ministério da Justiça e do
Conselho Federal de Medicina – decidiu que será feito um registro de
todas as próteses mamárias feitas no Brasil e disponibilizado um
cadastro no site da agência para que mulheres portadoras de implantes de
silicone relatem se estão tendo problemas. As duas medidas levarão 60
dias para entrarem em vigor.
