Irã elege presidente após 8 anos de Ahmadinejad
14 de junho de 2013Aquisição de energia elétrica gera crédito de ICMS para empresas de telefonia
18 de junho de 2013A escalada do dólar, que acumula alta de 4% desde o dia 22 de maio — de R$ 2,05 para R$ 2,14 —, tem deixado o turista apreensivo para comprar a moeda americana, segundo levantamento feito pelo GLOBO em corretoras de Rio e São Paulo. A percepção dos operadores de câmbio é que apenas quem programou a viagem com antecedência, mas não garantiu o dinheiro para gastar no passeio com antecedência, enfrenta o alto patamar atual da moeda americana. A boa notícia é que, para atrair os viajantes casas de câmbio, já começam a oferecer promoções e mais flexibilidade na negociação do preço de venda.
A TOV Corretora, por exemplo, planeja uma promoção no fim do mês para aumentar a venda da moeda americana, que caiu em torno de 50% desde que o dólar começou a subir, há cerca de um mês, estima o operador Jair Bueno. O último saldão, feito às vésperas do feriado de Corpus Christi, no entanto, não deu o resultado esperado. Na época, o dólar turismo foi oferecido com R$ 0,03 de desconto para quantias em espécie e R$ 0,05 mais barato para crédito em cartão pré-pago. O desconto do próximo saldo ainda não foi decidido.
— Há ainda muita procura, mas poucos fechamentos. Percebemos que quem compra são as pessoas já com compromissos de viagem — afirma Bueno.
Há quem espere uma melhora no próximo mês, quando as férias efetivamente começam e não dá mais para adiar a compra do dólar.
— Muita gente comprava a moeda aos poucos e ia juntando. Esse tipo de investidor sumiu — conta José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora.
Carreira ressalta que aumentou o número de pessoas que pedem para serem informadas diariamente sobre a cotação do dólar turismo, mas que, mesmo diante de uma redução da procura, a empresa não cogita trabalhar com promoções:
— O dólar está caro para todo mundo — justifica.
Agências como a Party Tour, de Ipanema, apesar de tampouco trabalharem com promoções, negociam taxas nesses momentos de alta do dólar e apreensão no mercado. Na semana passada, o dólar turismo era vendido por R$ 2,28 na agência.
A programação com antecedência, no entanto, ainda segura a procura em algumas casas. A Pioneer corretora de câmbio, de São Paulo, diz que continua a vender seu volume diário usual da moeda e que o novo patamar que o dólar atingiu ainda não é “impeditivo para viagens”, diz.
— Com um aumento de cerca de dez pontos, perde-se R$ 100 a cada US$ 1 mil dólares comprados. Para quem viaja, não é muita coisa.
Um vendedor que opera no mercado informal de câmbio, vendendo o dólar a R$ 2,21, afirmou que também não observou retração na demanda ainda.
— Quem sabe depois de julho, quando as férias passarem — disse.
Para Carreira, da Fair Corretora, um recuo do dólar no médio prazo é esperado, mas não a patamares inferiores a R$ 2.
— Se o governo continuar conseguindo fazer mudanças, trazendo dinheiro novo, dando estímulos como a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a tendência é de queda. Mas se ele largar o câmbio, a alta tende a ser ainda maior.
