TRF derruba liminar que obrigava Receita a atender pedidos em 120 dias
26 de setembro de 2011Rousseff Crisis Spurred by Lula Debts as Brazil Boom Diminishes
28 de setembro de 2011A falta de ação política concreta dos países líderes da União Europeia e
do G-20 está agravando a crise internacional. A análise foi feita nesta
segunda-feira, 26, por Luiz Inácio Lula da Silva, horas após se
encontrar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, em Paris. Segundo
o ex-chefe de Estado brasileiro, a crise das dívidas soberanas exige
decisões políticas fortes que não estão sendo tomadas.
A agenda de Lula teve início às 11h de hoje, quando ele foi recebido –
com honras de chefe de Estado – no Palácio do Eliseu. Depois do
encontro de 40 minutos, o ex-presidente deixou a sede do governo sem
falar com os jornalistas. As críticas só foram feitas no início da noite
de hoje, no hotel Lutetia, no centro da capital francesa. Segundo Lula,
os analistas mais importantes preveem agravamento da crise, e para
impedi-lo é necessário iniciativa política.
Para o ex-presidente, toda União Europeia está a perigo em razão da
crise de credibilidade na zona do euro. Sem citar nomes, Lula insinuou
que há falta de solidariedade entre alguns líderes políticos do bloco em
relação aos países em crise. Crítica semelhante é feita na Europa
contra a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. “A construção da União
Europeia é um patrimônio da humanidade. Isso teve um custo, muito
investimento, e não se pode permitir que se destrua um patrimônio
construído ao longo de 50 anos”, disse.
Lula sugeriu que países centrais da Europa intervenham para evitar o
contágio da turbulência. “Em março do ano passado, a crise custava 49
bilhões de euros. Agora, ela custa 200 e poucos bilhões de euros só na
Grécia. Quanto mais o tempo passar, mais vai custar caro”, advertiu.
O ex-presidente também comparou o G-20 de Cannes, que será realizado
em novembro, com a reunião de cúpula do grupo em Londres em abril de
2009, auge da crise decorrente da quebra do banco Lehman Brothers. “Na
decisão de 2009, o sinal foi mais importante do que a decisão. Só que a
partir de então e até agora a gente percebe que a crise vem se
agravando”, analisou.
