Vale May Raise Metorex Bid After Jinchuan’s $1.36 Billion Offer for Miner
6 de julho de 2011Exportação de café bateu recorde
8 de julho de 2011O primeiro fundo gaúcho com gestão pública para injetar recursos em
empresas da cadeia de óleo, gás e energia terá R$ 400 milhões bancados
por investidores americanos e canadenses do caixa total de R$ 500
milhões. O registro da operação, que está sendo formatada entre o
Badesul e uma instituição financeira com sede em São Paulo, deve ser
feito nos próximos dias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O
secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro
Knijnik, espera que os recursos possam começar a ser direcionados em
agosto aos setores. O secretário garantiu que os aportes devem se
dirigir a médios e pequenos industriais locais ou àqueles que se
instalarem no Rio Grande do Sul.
Knijnik chegou a revelar ontem,
pouco antes de participar como palestrante do evento Tá na Mesa, da
Federação das Associações Comerciais do Estado (Feredasul), entidade da
qual já foi presidente, que os investidores queriam aplicar R$ 1 bilhão.
“Eles queriam colocar o dobro, mas fomos cautelosos, pois temos pouca
experiência na área”, justificou o titular da pasta. O
diretor-presidente do Badesul, Marcelo Lopes, informou que as áreas da
instituição acabaram de formular o regulamento do fundo, que terá R$ 100
milhões do banco de fomento, cifra oriunda da conta do resultado
operacional dos últimos dois anos. No dia 27 de maio, o Jornal do
Comércio antecipou que o governo preparava o lançamento do fundo de R$
500 milhões.
A prioridade dada ao ramo reflete o foco da equipe
da secretaria em fortalecer a base da cadeia local para disputar
contratos bilionários da indústria oceânica que constam no plano de
negócios da Petrobras. “O pacote é de R$ 224 bilhões e até agora só
recebemos R$ 1,9 bilhão, uma fatia muito pequena”, lamentou Knijnik.
Para fortalecer a candidatura local aos contratos de fornecimento de
plataformas, secretaria, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)
e empresas apressam a emissão de licenciamentos ambientais. O estaleiro
da EBR, que deve ser instalado em São José do Norte, aguarda os
registros. Já a operação da Iesa, em Charqueadas, já obteve licença
prévia.
O secretário acrescentou que os coreanos do estaleiro
STX, quarta indústria de construção de navios para transporte no mundo,
estarão no Estado no dia 12 e avaliam montar um centro de
desenvolvimento. As apostas em energia renovável se concentram na
destinação de grãos para usinas. Knijnik destacou a importância para
impulsionar o setor com a compra de 50% do capital da BSBios, com sede
em Passo Fundo, pela Petrobras Biodiesel, anunciada na sexta-feira
passada.
Estado tem poucas chances de conquistar a Paccar
Na
atração de investimentos, outros coreanos, desta vez da LS Mtron, de
tratores, aportam no Estado. Efeito dos contatos firmados na missão
gaúcha ao país asiático, os empreendedores visitarão algumas áreas e
conhecerão parques tecnológicos. Marcelo Lopes, do Badesul, considera
que a existência de uma cadeia gaúcha de produção e de peças na área
oferece atributos para atrair o investimento. Ao empilhar novas opções
de unidades industriais, a equipe afugenta uma potencial zebra. O
secretário Mauro Knijnik considera difícil bater ofertas de outros
estados que disputam a planta da montadora de caminhões americana
Paccar. O Rio de Janeiro, que tem o trunfo dos royalties do petróleo,
entrou no páreo, que tem ainda Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
“Vamos
até o limite da preservação do patrimônio público”, demarcou o
dirigente, admitindo desvantagens na oferta de condições para a
instalação. “Estados que recebem a renda do óleo não oferecem só
incentivos fiscais, mas tudo o que é pedido.” O último contato de
executivos da montadora, que deve investir US$ 200 milhões, teria sido
há duas semanas. Em maio, eles visitaram terrenos no Estado, incluindo
as terras disponíveis na zona industrial em Guaíba, antiga área
destinada à fábrica da Ford. O secretário prometeu anunciar a
confirmação de um investimento, cuja negociação teria começado no
governo Yeda.
Sobre o novo sistema de desenvolvimento para o Rio
Grande do Sul, que está sendo gestado pela Secretaria de
Desenvolvimento e Promoção do Investimento e Agência Gaúcha de
Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), o dirigente não quis
antecipar as medidas. O governador Tarso Genro havia prometido, em
fevereiro, a divulgação dos novos mecanismos em três meses. O fechamento
do modelo teria atrasado por recuo na busca de uma consultoria para
fazer os estudos e o desenho da estratégia. Knijnik indicou que os
segmentos prioritários serão a agroindústria, na chamada velha economia,
e a indústria oceânica, seguida da cadeia de petróleo, gás e energia
eólica. O ramo calçadista está no grupo que ocupa o terceiro lugar na
ordem de preferência das ações de impulso econômico e foi qualificado
pelo secretário como o que “luta para não desaparecer no Estado”.
