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12 de janeiro de 2012O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou na tarde de
hoje (10) a abertura do mercado norte-americano para a carne suína
brasileira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na
sigla em inglês) reconheceu a equivalência do serviço brasileiro de
inspeção de carne suína e autorizou a habilitação de
matadouros-frigoríficos de Santa Catarina para exportação de carne suína
in natura para o país.
“Isso [abertura do mercado norte-americano] para a economia é
extraordinário. Agora vem Japão e Coréia”, disse o ministro por telefone
ao governador Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, único estado
reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem
necessidade de vacinação e que concentra grande parte da produção
nacional de suínos. “O embargo da Rússia nos atrapalhou muito. Agora
estabelecemos um outro patamar”, complementou logo depois a jornalistas
recebidos em seu gabinete.
Para os estados livres de aftosa com vacinação, o Serviço de Inspeção e
Segurança Alimentar dos Estados Unidos autorizou a habilitação de
unidades para exportação de carne suína cozida e processada, desde que a
industrialização ocorra em estabelecimentos registrados no Serviço de
Inspeção Federal (SIF) e habilitados como produtores de matéria-prima.
Nos demais estados, o Ministério da Agricultura (Mapa) ainda fará uma
supervisão nas plantas.
Na próxima semana sairá uma lista oficial com seis plantas, de três
empresas, localizadas em Santa Catarina, que estarão habilitadas a
começar a vender para os Estados Unidos. Mendes Ribeiro disse que elas
já foram selecionadas e receberão um comunicado ainda esta semana.
Apesar de importarem grande quantidade de carne suína, os Estados
Unidos também exportam, o que pode dificultar aos produtores brasileiros
conseguir exportar grandes volumes para o país. No entanto, o
reconhecimento norte-americano pode ajudar a derrubar barreiras nas
negociações, que já duram anos, com dois dos maiores importadores
mundiais de carne suína: o Japão e a Coréia, mercados de mais de US$ 1
bilhão em importações do produto.
“Os Estados Unidos permitiram que nós escolhêssemos as plantas
frigoríficas. Não tem limite de indústrias. Podemos indicar quantas
atenderem os requisitos. É um voto de confiança”, disse Luiz Carlos
Oliveira, diretor do Departamento Inspeção de Produtos de Origem Animal
(Dipoa).
O Ministério da Agricultura informou que a principal preocupação dos
Estados Unidos dizia respeito à falta de fiscais federais agropecuários
nos estabelecimentos habilitados, mas a pasta já se comprometeu a
atender a exigência.
