Apertem os cintos – a semana será de turbulência na economia
23 de março de 2015Apesar de incertezas com Fies, setor de Educação vive novo ciclo de aquisições
25 de março de 2015Em rota de colisão com o Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta terça-feira (24) a redução do número de ministérios do governo Dilma Rousseff de 39 para 20. Em tom irônico, o peemedebista afirmou que está na hora de o governo lançar o programa “menos ministérios”, referindo-se à iniciativa federal Mais Médicos.
“Quanto mais alto é o exemplo, mais pedagógico será. Se aplaudimos recentemente o Mais Médicos, está na hora do programa menos ministérios, 20 no máximo, menos cargos comissionados, menos desperdício e menos aparelhamento, mal que devemos aproveitar a oportunidade para talhar”, disse Renan ao final da solenidade de divulgação da 20ª edição da Agenda Legislativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em meio ao evento, o presidente do Senado defendeu aos empresários e parlamentares que acompanhavam a solenidade que o governo “diminua o tamanho do estado”. A declaração arrancou aplausos da plateia.
Ao comentar o atual momento da economia brasileira, o presidente do Senado classificou de “grave” o cenário econômico enfrentado pelo país. Para ele, é preciso “coragem e persistência” para enfrentar a crise.
“O problema [crise econômica] é complexo e não será resolvido como resultado de uma única equação ou com visões simplistas. O Congresso Nacional está pronto para fazer a sua parte. Não há como o parlamento abrir mão de aprimorar o ajuste proposto pelo Executivo”, ressaltou.
A ideia de que faltam novas leis também é rebatida pelo ministro Marco Aurélio (foto), que resume seu pensamento sobre os “pacotes anticorrupção” feitos pelo MPF e pelo governo federal: “Já temos um entulho legislativo. Não precisamos de leis, mas de de um banho de ética. Todo mundo tem agora um milagre para chegarmos a novos dias. No campo formal, o Brasil está cheio. Quero saber da realidade”.
