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11 de março de 2013As ações das empresas “X” do empresário Eike Batista dispararam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quinta-feira, na primeira reação do mercado ao anúncio de que o grupo EBX vai assinar “parceria estratégica”, com previsão de consultoria em gestão e linha de crédito do banco BTG Pactual, de André Esteves. Os papéis da Petrobras também voltaram a apresentar forte valorização e o resultado é que o Ibovespa, principal referência do mercado brasileiro, fechou em alta de 1,56%, aos 58.846 pontos, puxado pela valorização das empresas “X” e de Petrobras. No mercado de câmbio, o dólar comercial recuou 0,40% em relação ao real, a R$ 1,961 para venda.
Só com a disparada na maioria dos papéis desta quinta-feira Eike conseguiu recuperar R$ 2,7 bilhões em valor de mercado nas empresas “X” listadas na Bolsa. As ações do grupo EBX negociadas na Bovespa valem agora R$ 25,7 bilhões. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da MMX tiveram a maior alta, de 17,04%, a R$ 3,64, depois de avançar 19,94% na máxima do dia, mas ainda acumulam perda de 18,20% no ano.
OGX Petróleo ON disparou 16,44%, a R$ 3,40, mas ainda perde 22,37% no ano. LLX ON ganhou 10,41%, a R$ 2,44, e agora acumula alta de 1,67% no ano. OSX ON subiu 10,18%, a R$ 7,36, mas ainda perde 30,89% no ano. CCX Carvão ON, que está em processo de fechamento de capital, recuou 0,25%, a R$ 4,02. MPX ON, que está envolta em boatos de que Eike negocia a venda do controle da empresa para o sócio alemão E.ON, teve alta de apenas 1,54%, a R$ 11,22, e acumula alta de 0,63% no ano.
— As ações das empresas “X” caíram muito recentemente, então qualquer boa notícia abre espaço para alta. OGX e MMX foram as que sofreram mais e, por isso, sobem mais. A disparada é reflexo dessa parceria estratégica anunciada com o André Esteves, do BTG Pactual — disse o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.
Pelo segundo dia consecutivo de forte valorização, os papéis preferenciais (PN, sem direito a voto) de Petrobras subiram 4,99%, a R$ 18,95, enquanto Petrobras ON ganhou 4,94%, a R$ 17,22. Depois de avançarem respectivamente 9% e 15,16% na véspera, as ações da estatal sobem ainda por reflexo do aumento de 5% no preço do diesel nas refinarias, iniciado na quarta-feira.
Juros futuros avançam após reunião do Copom e produção industrial
Os juros futuros voltaram a apresentar forte alta, depois que a produção industrial de janeiro veio melhor do que o esperado divulgada na manhã desta quinta-feira e que o Banco Central abriu o caminho para uma alta da Taxa Selic, para patamar superior a 7,25% ao ano, no comunicado divulgado na noite de quarta-feira. Contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) voltaram a sinalizar uma alta mais forte da Selic.
Os contratos DI com vencimento em janeiro de 2014 subiram de um fechamento de 7,67% na véspera para 7,79% nesta quinta-feira, maior alta desde 22 de fevereiro. Os contratos DI com vencimento em janeiro de 2015 subiram de 8,35% para 8,48%. Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB do Brasil, os contratos indicam atualmente que a Selic vai subir 1,25 ponto percentual até janeiro do ano que vem, com maior probabiliade de a elevação dos juros começar na próxima reunião do Copom em abril.
— O Banco Central abriu a porta para alta de juros no curto prazo, abandonando a estratégia de manter a taxa de 7,25% por período suficientemente prolongado. Ao mesmo tempo, a produção industrial veio acima das expectativas, o que daria espaço para uma alta de juros. São dois fatores que puxam a alta dos DIs — diz Rostagno.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu pela manutenção da Selic em 7,25% nesta quarta-feira, mas abriu a possibilidade de subir os juros a partir da próxima reunião. A alta de 2,5% da produção industrial em janeiro, sobre dezembro, mostra que a economia está se recuperando e a Selic não precisa ficar tão baixa como mecanismo de estímulo, o que abre espaço para uma alta de juros para combater a inflação, segundo analistas.
