US lawmakers approve financial overhaul
25 de junho de 2010Fitch upgrades Brazil’s rating outlook to positive
29 de junho de 2010A conclusão das rodadas de negociações do G20 (que reúne os países mais ricos e alguns emergentes) foi positiva para o Brasil e outros emergentes, na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O ministro disse que o documento final esclarece responsabilidades e compromissos, livrando os emergentes da obrigação de sustentar os demais países, se houver crises econômicas.
“Os emergentes foram plenamente contemplados”, comemorou Mantega. “Eles [os países ricos] têm de fazer a parte [que lhes cabe]. Do contrário, o ajuste fica só nas costas dos países emergentes”.
Mantega referiu-se ao item, da declaração final, que impõe a meta de que todos os países terão de associar medidas de ajuste fiscal a alternativas de estímulo ao consumo interno.
Segundo ele, foi uma mensagem para o Japão, Alemanha e China, países que concentram boa parte da economia em exportações.
“O Brasil não tem problema de estimular o mercado interno porque já está ‘bombando'”.
De acordo com o ministro, o temor dos países emergentes era que fosse estabelecida uma meta sem incluir uma política de estímulo ao consumo.
A defesa veemente dos Estados Unidos em parceria com os emergentes surtiu efeito.
Mantega também comemorou a inclusão do item sobre regulação do sistema financeiro.
No fim de semana, líderes mundiais reuniram-se em Toronto para as discussões do G20.
As reuniões geraram vários protestos na cidade. Manifestantes das mais diversas correntes – defensores do Irã, do meio ambiente e pacifistas – promoveram momentos de tensão. Houve confrontos com a polícia.
O plano de segurança, organizado pelo governo canadense, envolveu 20 mil homens. Pelo menos 600 pessoas foram presas nos últimos dias.
O Canadá gastou cerca de US$ 960 mil para promover a reunião.
