‘O Zé nunca foi dinheirista’, afirma defensor
7 de agosto de 2015Auditores do TCU apontam falha sobre FGTS em defesa de contas de Dilma
11 de agosto de 2015O Palácio Tiradentes fez nova revisão na estimativa de receita do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), responsável pela maior parte dos recursos que entra nos cofres públicos de Minas Gerais, e, com a retração na economia, elevou de R$ 2 bilhões para R$ 4,4 bilhões a queda prevista na receita do tributo no encerramento de 2015.
Segundo o secretário adjunto de Planejamento, Wieland Silberschneider, com a deterioração das contas, o governo só conseguirá quitar a folha do funcionalismo relativa a agosto, a ser paga em setembro, porque conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa projeto de lei que vai injetar R$ 5 bilhões no caixa do Estado.
O texto autoriza o governo a utilizar 75% dos chamados depósitos em juízo, que são valores repassados à Justiça por ações em que o Estado foi derrotado, mas que não foram repassados por ainda não haver uma decisão sobre o caso.
Além do tamanho da folha – cerca de R$ 3,3 bilhões por mês – e da arrecadação em queda, o governo aumentou em 31,78% os salários dos professores. A folha da categoria soma cerca de R$ 20 bilhões por ano, a metade do valor total gasto com o funcionalismo. Para tentar aliviar o caixa, o governo também decidiu intensificar a cobrança judicial de dívidas do ICMS. O Estado tem cerca de R$ 50 bilhões a receber de empresas sonegadoras.
Outra iniciativa é a realização de uma auditoria na folha do Estado para identificar benefícios que estariam sendo pagos indevidamente aos servidores. Sem recursos, obras como recuperação de rodovias e construção de hospitais só estão sendo feitas com dinheiro de financiamento. “A situação hoje é ainda pior do que quando assumimos o governo”, diz o secretário.
