China State Grid says won’t bid for Brazil’s Rede
16 de fevereiro de 2012Budget cuts were deepest in Health, Defense and Cities
22 de fevereiro de 2012A presidente Dilma Rousseff prometeu adotar medidas de “defesa
comercial” e estímulo à produção para defender os exportadores
brasileiros. Em discurso na abertura da Festa da Uva de Caxias do Sul,
no Rio Grande do Sul, Dilma fez um aceno à plateia de empresários do
setor de vitivinicultura e da indústria metal-mecânica do município ao
defender a economia nacional.
“Não ficaremos inertes à necessidade de investir mais e também
combater práticas comerciais predatórias. Podem ter certeza que o
governo brasileiro se encarregará de tomar todas as providências
previstas pela Organização Mundial do Comércio no que se refere a
práticas comerciais assimétricas e danosas – incluindo aí as
salvaguardas”, afirmou a presidente, que foi aplaudida pelos convidados
em seguida.
Dilma afirmou que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio trabalham com a adoção de
salvaguardas – reverberando discurso que já foi adotado pelo ministro da
Fazenda, Guido Mantega. Sem dar detalhes, a presidente afirmou que o
governo pretende adotar este ano novas medidas de incentivo ao crédito
para estimular a competitividade dos produtos brasileiros.
“Podem ter certeza que iremos aprofundar este ano medidas tributárias
de estímulo à produção e à exportação, crédito em condições mais
adequadas, estímulo à inovação e formação de mão-de-obra, e adoção de
medidas de defesa comercial”, afirmou Dilma.
A presidente criticou as barreiras erguidas por países desenvolvidos
no mercado internacional, reduzindo a competitividade dos produtos
brasileiros.
“Saberemos tomar todas as medidas necessárias para enfrentar esse
ambiente de intensa concorrência. A crise internacional obriga os países
que não são responsáveis por ela ou vivem em crise a conviver com essa
intensa concorrência, uma vez que mercados internacionais desenvolvidos
estão em um processo de estagnação ou recessão”, disse a presidente.
“Temos uma grande oportunidade de produzir para o mercado interno, mas
também de exportar.”
Dilma demonstrou confiança na superação da crise mundial pelo Brasil,
sem mencionar o esforço de recuperação das economias internacionais.
“Temos certeza que o Brasil será um dos poucos países nesse cenário
internacional a ter uma taxa de crescimento significativa. Nossa meta é
crescer 4,5% este ano e isso iremos buscar com uma combinação de
investimento público e investimento privado, de sistemático
monitoramento e melhoria da gestão pública, e de apoio e garantia de
condições mais adequadas ao setor privado”, afirmou.
