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20 de abril de 2018Passageiros elogiaram os \”nervos de aço\” da piloto da Southwest Airlines que conseguiu fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional da Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17), depois que um dos motores do avião explodiu e uma das janelas atingidas por estilhaços da fuselagem quebrou.
A passageira que estava perto da janela quebrada, Jennifer Riordan, de 43 anos, teve parte do corpo sugada para fora da aeronave e morreu. Sete pessoas ficaram feridas no acidente. O voo 1380 estava a caminho de Dallas, no Texas, com 149 pessoas a bordo.
Tammie Jo Shults, de 56 anos, manteve a calma e, para os passageiros, conseguiu evitar uma tragédia maior.
A piloto conseguiu fazer o pouso de emergência ao descer rapidamente, enquanto passageiros usavam as máscaras de oxigênio e se preparavam para o impacto.
O passageiro Alfred Tumlinson, de Corpus Christi, Texas, disse à Associated Press que Shults e sua equipe foram extremamente profissionais.
“Ela tem nervos de aço. Aquela mulher, eu a aplaudo. Vou mandar a ela um cartão de Natal. Com um vale-presente por ter me colocado no chão. Ela foi sensacional”.
\”A mulher, a tripulação, tudo, todos foram perfeitos. Eles foram tão profissionais no que fizeram para nos colocar em solo\”, acrescentou.
A piloto Tammie Jo Shults e membros da tripulação são vistos dentro do voo 1380 da Southwest Airlines, em Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17) (Foto: Kristopher Johnson/via Reuters) A piloto Tammie Jo Shults e membros da tripulação são vistos dentro do voo 1380 da Southwest Airlines, em Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17) (Foto: Kristopher Johnson/via Reuters)
A piloto Tammie Jo Shults e membros da tripulação são vistos dentro do voo 1380 da Southwest Airlines, em Filadélfia, na Pensilvânia, na terça-feira (17) (Foto: Kristopher Johnson/via Reuters)
Passageiros disseram ainda que, assim que o avião pousou, a piloto caminhou pelos corredores e conversou com eles para se certificar de que estavam bem.
Peggy Phillips, de Brandon, Texas, também estava a bordo e disse à emissora NBC que considera a piloto \”uma heroína\”. \”[…] Quando aquele motor explodiu, acho que estávamos meio pensando \’bem, acho que já era\’\”, lembra.
“Nos colocar no chão com um motor explodido e nos pousar em segurança é nada menos do que um milagre para mim. Ela é uma heroína, com certeza”.
Gravação
A tranquilidade de Shults pode ser comprovada pelo tom de sua voz na gravação de sua comunicação com a torre de comando do aeroporto, quando ela relatou o acidente. Após informar sobre a explosão, ela foi questionada se o avião estava em chamas. Veja como foi:
Controlador: Southwest 1380, entendo que você tenha uma emergência. Avise quando você quiser falar.
Piloto: Perdemos uma parte do aeronave, precisamos reduzir a velocidade.
Controlador: Southwest 1380, a velocidade fica a seu critério, mantenha qualquer altitude acima dos 3 mil pés. Me avise quando quiser voltar para a base.
Piloto: Certo. Baixando para os 3 mil pés, a 210 nós de velocidade.
Controlador: Perfeito. Me avise de qualquer coisa que precisar.
Piloto: Ok, você poderia também pedir que a equipe médica nos encontre na pista também? … Temos passageiros feridos.
Controlador: Passageiros feridos, OK. E seu avião está fisicamente em chamas?
Piloto: Não, não está em chamas. Mas perdemos parte dele. Disseram que há um buraco e alguém saiu por ele.
Controlador: Desculpe, você disse que tem um buraco e alguém saiu por ele?
Piloto: Sim.
Tammie Jo Shults, em foto de 1992. Ela trabalhou na Marinha e se tornou uma das primeiras mulheres a ser piloto militar nos EUA (Foto: Thomas P. Milne/U.S. Navy/Reuters) Tammie Jo Shults, em foto de 1992. Ela trabalhou na Marinha e se tornou uma das primeiras mulheres a ser piloto militar nos EUA (Foto: Thomas P. Milne/U.S. Navy/Reuters)
Tammie Jo Shults, em foto de 1992. Ela trabalhou na Marinha e se tornou uma das primeiras mulheres a ser piloto militar nos EUA (Foto: Thomas P. Milne/U.S. Navy/Reuters)
Tammie Jo Shults tem 56 anos e se formou em 1983 pela MidAmerica Nazarene University, de Olathe, no Kansas, em biologia e agronegócios, segundo uma porta-voz da universidade.
Em seguida, ela se alistou na Marinha, onde se tornou uma das primeiras mulheres a ser piloto militar nos EUA – apesar da resistência que sofreu dos colegas homens.
De acordo com o jornal \”The Kansas City Star\”, ela foi a primeira mulher a pilotar um caça F/A-18 Hornet para a marinha norte-americana. Antes de se tornar piloto comercial, Shults foi treinadora de pilotos na Marinha.
À Associated Press, o cunhado dela, Gary Shults, a descreve como \”uma mulher formidável\”. Ele diz que seu irmão, Dean Shults, que também é piloto, afirma que ela é a melhor piloto que ele já viu. \”Ela é uma pessoa muito atenciosa e dedicada, que cuida de muita gente\”, resume.
