Obama to Call for Broad Plan to Reduce Debt
11 de abril de 2011Brazil’s Vale must pay $213 mln to pension fund
13 de abril de 2011O Brasil precisa fazer mais para impedir o fortalecimento do real
porque a valorização da moeda pode causar problemas para a economia,
afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, nesta terça-feira.
Em meio à viagem da presidente Dilma Rousseff à China, em que ela
deve manifestar preocupações sobre como importações de produtos baratos
da China têm prejudicado a indústria brasileira, Coutinho afirmou que o
Brasil deveria buscar soluções próprias em vez de culpar a China.
Para começar a lidar com o problema, o governo precisa trabalhar mais
duro para conter a alta do real, afirmou Coutinho à Reuters, em
entrevista.
“Temos que utilizar nossas ferramentas disponíveis para mitigar a
apreciação excessiva”, disse ele. “Eu creio que o Banco Central e o
Ministério da Fazenda estão tentando fazer isso e acho que eles deveriam
intensificar esse tipo de ação para impedir apreciação excessiva.”
O real subiu na semana passada para o nível mais alto contra o dólar
desde agosto de 2008, depois que o mercado desconsiderou as últimas
medidas do governo para taxar investidores que estão lucranDo com o juro
de dois dígitos do país.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem tentado conter a contínua
alta do real com uma série de medidas, incluindo impostos sobre
empréstimos estrangeiros e outros controles de capitais, mas a ameaça de
novas medidas parece ter perdido sua força.
Apesar de ser inevitável que investimentos fluam para uma economia em
rápido crescimento como a do Brasil, o governo deveria emitir barreiras
mais fortes contra dinheiro especulativo, disse Coutinho.
“Temos que selecionar os fluxos de capital benignos que ajudam a
desenvolver a economia brasileira das atividades especulativas de curto
prazo que, de certa maneira, são prejudiciais já que exageram a
tendência de valorização da moeda”, disse ele.
Outras medidas para melhorar a competitividade brasileira incluem
investimento em logística e promoção da inovação, disse Coutinho. Em
2009, o BNDES recebeu uma linha de crédito de 800 milhões de dólares do
China Development Bank (CDB), mas Coutinho disse que o banco nunca
acessou a linha.
“Esse empréstimo de 800 milhões de dólares não foi contratado de
fato, porque as condições não eram as ideais para nós. Precisamos de
prazos muito longos”, disse ele. “Temos fontes alternativas de
financiamento.”
Coutinho acrescentou que a oferta chinesa foi considerada como um
gesto amigável e que as discussões continuam sobre termos de
financiamento e projetos para qualquer empréstimo do CDB.
