Brazil economic activity up; May inflows up
18 de maio de 2011Brazil banks could outperform-Deutsche Bank
20 de maio de 2011Brasil e Argentina farão hoje a primeira tentativa concreta de
reduzir a tensão do conflito bilateral. Os dois governos vão negociar
“gestos de boa vontade recíprocos” com a liberação de produtos de ambos
os lados da fronteira. O objetivo é melhorar o clima para realizar uma
reunião que resolva o assunto. Está prevista uma conversa hoje, por
telefone, entre o secretário-executivo do ministério do Desenvolvimento
do Brasil, Alessandro Teixeira, e o secretário da Indústria da
Argentina, Eduardo Bianchi. Eles vão discutir possíveis flexibilizações
das barreiras que possam ser feitas até o final de semana.
Não há
definição sobre que produtos possam ser liberados. As principais
preocupações do setor privado são com os automóveis argentinos parados
na fronteira com o Brasil e os chocolates e geladeiras brasileiros
estocados nos depósitos alfandegários da Argentina. Em nenhuma hipótese,
o Brasil vai aliviar as barreiras unilateralmente.
Se Teixeira e
Bianchi conseguirem chegar a um acordo, os dois vão se reunir
pessoalmente em Buenos Aires na segunda e na terça-feira da semana que
vem. Caso contrário, é provável que a reunião nem ocorra. Em um cenário
otimista, os secretários vão colocar fim ao conflito. Só haverá uma
reunião entre os ministros Fernando Pimentel e Débora Giorgi, se não
houve um acordo entre os secretários.
Ontem a expectativa das
montadoras argentinas já era de relaxamento das barreiras brasileiras
aos carros argentinos. “A ideia é de que até sexta-feira sejam liberados
os primeiros veículos para que os dois países cheguem à mesa de
negociação sem pressões”, disse o secretário-executivo da Associação de
Fábricas de Automotores (Adefa) da Argentina, Fernando Canedo.
Apesar
das conversas entre os técnicos, a ministra da Indústria da Argentina,
Débora Giorgi, fez afirmações duras para agradar sua indústria. “Não
seremos ingênuos e não vamos ceder nem um palmo sequer em negociação
alguma se percebermos que pode ficar em risco um único posto de trabalho
nacional”, disse ao discursar ontem.
Mercado brasileiro terá carros estrangeiros por 30 dias, afirmam importadores
O
presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de
Veículos Automotores (Abeiva), José Luiz Gandini, garantiu ontem que não
faltarão carros importados nas concessionárias de todo o País nos
próximos 30 dias. De acordo com ele, os automóveis que foram embarcados
antes do dia 10 de maio, data em que o governo anunciou a aplicação de
licenças não automáticas para importações do setor, não terão que passar
pela nova exigência. “Apenas os nossos embarques feitos a partir do dia
11 vão precisar dessas guias. Os carros que estão em navios e aviões
embarcados antes do dia 11 ainda estão chegando e não passarão por essas
mudanças”, afirmou Gandini.
“Confiamos no bom senso do governo e
acreditamos que nada vai se alterar na nossa atividade de importação de
veículos. Isso é um consenso entre todas as nossas marcas associadas”,
disse Gandini. Em abril, as vendas de veículos de empresas que integram a
Abeiva atingiram 16.593 unidades, um crescimento de 120,9% em relação a
abril de 2010. Considerando os veículos importados pelos membros da
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea),
importadores independentes e pela Abeiva, as vendas totalizaram 63.711
unidades em abril, alta de 28,9%.
