Cidades são parte da solução para enfrentar aquecimento global, defendem especialistas
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26 de maio de 2009O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, afirmou que a crise econômica atual pode levar a uma “grave crise humana e social”, se não forem tomadas as medidas adequadas a tempo. Ele também mencionou que medidas anticrise populistas e protecionistas, as quais ele considera políticas, podem atrasar a recuperação, e a ameaça da falta de financiamento a países emergentes. “Se não tomarmos medidas, há o risco de que ocorra grave crise humana e social, com implicações políticas muito importantes”, disse ele, em entrevista publicada na edição de ontem do jornal espanhol “El País”.
Sobre as economia emergentes – entre as quais ele citou nominalmente o Brasil -, Zoellick avaliou que umas estão mais fortes que outras, mas que todas devem sofrer com a falta de financiamento para seus setores produtivos. “A China pode surpreender a todos, tem obtido bons resultados com seu plano de estímulo. Para países como o México e Brasil, a principal ameaça é a falta de acesso a financiamentos. O setor produtivo [desses países] ainda não está restabelecido”, disse Zoellick.
O titular do Banco Mundial alertou que o cenário atual ainda é imprevisível para todos os países do mundo e que é melhor “estar preparado”. “O que começou como uma grande crise financeira e se converteu em profunda crise econômica, agora está derivando para uma grande crise de desemprego.” Zoellick disse temer por “zonas de penumbra”, como o risco de aumento do protecionismo e problemas de dívida privada em economias emergentes.
