Benn to call on world leaders to adopt biodiversity pricing
26 de janeiro de 2010A pior situação do país
28 de janeiro de 2010A falta de coordenação internacional na elaboração de uma nova política de regulação e supervisão pode levar o sistema financeiro internacional à fragmentação. O temor foi expresso em Zurique pela direção do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, pelas iniciais em ingês), o “clube dos bancos”, que vê ameaça de criação de múltiplas e conflitantes legislações ao redor do mundo.
O encontro ocorreu às vésperas do Fórum Econômico Mundial, que começa hoje em Davos – um ano após a grave crise financeira global.
A advertência feita pelo IIF leva em conta a criação de novas exigências pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) e pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), aprovadas em Basileia, há 15 dias, mas também os recentes anúncios de um novo imposto sobre os lucros dos bancos e de novas regras de regulação pela administração de Barack Obama, nos Estados Unidos.
Somam-se a essas medidas as novas instituições de regulação criadas pela União Europeia, e políticas nacionais de taxação dos bônus de executivos, como as em estudo na França e no Reino Unido.
Os membros do IIF elevaram o tom em relação à falta de coordenação global na elaboração das novas regras. “Se não houver articulação, corremos o risco de promover a fragmentação dos sistema financeiro internacional”, alertou William Rhodes, vice-presidente do IIF.
O executivo cobrou a implementação das decisões tomadas pelos chefes de Estado e de governo reunidos no G-20 em Londres e Pittsburgh, em 2009, e chegou a fixar uma data limite para que a articulação seja aprimorada sem prejuízos para o funcionamento do sistema: o G-20 da Coreia do Sul, em novembro de 2010.
Indagado diretamente sobre as medidas adotadas por Obama – que contrariaram os executivos dos principais bancos americanos -, Rhodes evitou comentários.
