Brazil’s Tombini walks tightrope at central bank
26 de maio de 2011Temos condições de avançar na regulação cambial, diz Tombini
30 de maio de 2011As economias emergentes da América Latina têm pela frente um trabalho árduo em diversas frentes “para conter o risco de ciclos de expansão e retração”, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A avaliação é do assessor especial do diretor-gerente do FMI, Min Zhu, que participou do fórum da instituição, que acontece nesta quinta-feira e sexta-feira no Rio.
Segundo Min Zhu, o FMI discute os possíveis benefícios e malefícios do fluxo de capitais há 70 anos. Entre as recomendações para que os emergentes enfrentem aumentos súbitos na entrada de capitais estão: permitir a valorização da taxa do câmbio, acumular reservas de acordo com as métricas de segurança do país, e combinar as políticas fiscais e monetárias, através de ajuste fiscal e, se possível redução dos juros.
No discurso de Min Zhu, distribuído à imprensa, as recomendações são pertinentes aos países latino-americanos por várias razões, entre elas a existência de um ambiente externo propício ao crescimento da demanda interna e acumulação de vulnerabilidades da região. O assessor especial do FMI lembrou também que esses países têm se beneficiado de condições favoráveis de financiamento e de relações de troca, com exportações fortes de produtos primários que criam problemas de superaquecimento.
Outro ponto mencionado é que, “ao contrário da Ásia, as transações correntes da América Latina já são deficitárias e, embora não tenham atingido níveis perigosos, esses déficits podem levar rapidamente a uma posição mais vulnerável, já que a demanda interna está reagindo de forma exuberante”, afirma Min Zhu, em sua apresentação, ressaltando também que a conta de capitais da região tende a ser mais aberta e sujeita a flutuações mais amplas no fluxo de capitais.
