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30 de outubro de 2017A comparação das duas votações de denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) revela que ele perdeu apoio em sete bancadas partidárias, e ganhou em outras sete. Na sessão de quarta-feira, 25, os deputados favoráveis ao prosseguimento da acusação por organização criminosa e obstrução da Justiça obtiveram 233 votos, seis a mais do que no início de agosto, quando foi analisada a denúncia por corrupção passiva. Nos dois casos, eram necessários 342 votos para que as denúncias avançassem.
Em números absolutos, foi no PSD que Temer perdeu mais votos: quatro. Em termos proporcionais, as maiores reduções de apoio ocorreram no PROS e no PSD. No PROS, entre uma votação e outra, a taxa de deputados contrários ao presidente da República passou de 40% para 50%. No PSD, a variação foi de 37% para 46%.
Os demais partidos em que o apoio caiu foram DEM, PTB, PODE, PSDB e PR. Entre os tucanos, o número de deputados favoráveis a dar continuidade às investigações passou de 21 para 23. Na votação da segunda denúncia, os contrários a Temer foram 50% da bancada do PSDB, em comparação com os 45% da decisão anterior.
Os tucanos estão divididos sobre a permanência do partido no governo. A ala favorável a Temer é comandada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente licenciado do partido. Entre os deputados tucanos de Minas, Estado de Aécio, 6 dos 7 votos foram contra o prosseguimento da denúncia.
No PMDB, partido de Temer, o número de votos contrários ao presidente foi o mesmo nas duas sessões: 6. Isso corresponde a pouco menos de 10% da bancada.
Os partidos em que Temer ganhou apoio, graças à redução da taxa de votos contra o prosseguimento da denúncia, foram PPS, PP, Avante (antigo PT do B), SD, PDT, PRB e PSOL. Neste último, o fenômeno foi involuntário. A votação contra Temer só não foi unânime no PSOL, como na primeira denúncia, porque o deputado Edmilson Rodrigues (PA) só se manifestou no plenário depois de perder a chamada feita pela Mesa e ser considerado ausente.
Com isso, os votos contra Temer caíram de 6 para 5 entre uma votação e outra.
Dos 23 deputados ausentes anteontem, dois terços (15) votaram a favor de Temer quando a Câmara barrou a primeira tentativa de prosseguir a investigação sobre o presidente.
Do outro lado, apenas cinco dos faltantes na sessão de anteontem se alinharam à oposição na votação da primeira denúncia. O fator de aliados de Michel Temer estarem super-representados nesse universo sugere que governistas tenham optado por faltar em vez de votar a favor dele.
Três parlamentares do PRB (Carlos Gomes, César Halum e Ronaldo Martins) e um do PR (Adelson Barreto) trocaram de posição e passaram para o campo governista entre uma votação e outra.
Já os que foram favoráveis a Temer e depois se voltaram contra ele formam um contingente maior, de oito deputados. Desses, quatro parlamentares são do PSD, dois do PMDB, um do DEM e um do PRB.
