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6 de março de 2017Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior, o BJ, disse que a empreiteira baiana doou R$ 9 milhões em caixa 2 para campanhas eleitorais a pedido do senador Aécio Neves (PSDB), em 2014, quando ele concorreu à Presidência da República. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
As informações foram prestadas no processo que tramita no TSE e investiga possíveis irregularidades da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), eleita em 2014.
Ainda de acordo com BJ, a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem divididos pelas campanhas de Pimenta da Veiga (derrotado ao governo de Minas pelo petista Fernando Pimentel), Antonio Anastasia (eleito para o Senado) e Dimas Toledo Filho (eleito deputado federal pelo PP). O último é filho de Dimas Toledo, ex-diretor de Engenharia de Furnas, acusado de operar esquema de propina na estatal. Os outros R$ 3 milhões foram doados à campanha presidencial de Aécio Neves.
Por meio de sua Assessoria de Imprensa, Aécio Neves alegou que as doações recebidas foram legais.
Maiores detalhes sobre a doação não foram prestados pelo ex-executivo da Odebrecht. O ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE, o interrompeu sobre o argumento que a doação ao PSDB não eram pertinentes ao caso, que investiga apenas a chapa Dilma-Temer.
