Para Padilha, desenho político ideal teria participação de toda a base aliada
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17 de março de 2015Diante do cenário do enfraquecimento da economia, que tem levado o governo a fazer um ajuste fiscal e enfrentar resistência no Congresso, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que as medidas anunciadas nada mais são que uma adaptação a uma nova situação e que se houver coragem, “não vai ser difícil” executá-las.
“[Medidas anteriores de estímulo] São claramente insustentáveis do ponto de vista fiscal. Qualquer pessoa que pegasse um armazém, pensaria assim. Enquanto está tudo bem, contrata, expande, rearruma a casa para voltar a crescer”, disse Levy, durante encontro nesta segunda-feira (16), na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Todos que têm sucesso são muito cuidadosos com a dívida. Não muda muito do que estamos fazendo. A presidente [Dilma Rouseff] está absolutamente tranquila”, afirmou.
Desde o final do ano passado, o governo da presidente reeleita Dilma Rousseff adotou um duro ajuste fiscal baseado em revisão de regras de benefícios trabalhistas e previdenciários, fim de repasses do Tesouro a bancos públicos, redução de crédito subsidiado, revisão de desonerações e aumento de impostos.
As medidas visam a reordenar as contas públicas e fazer o setor público voltar a registrar superávit primário. O ajuste fiscal, que enfrenta resistências dentro do governo e na base aliada do Executivo, vai impor um cenário restritivo a curto prazo, reforçando o contexto atual de esfriamento da economia.
