A crucial 48 hours for the eurozone
14 de maio de 2012Argentina prorroga por 30 dias intervenção federal na petrolífera YPF
16 de maio de 2012Sem acordo em mais uma tentativa de encerrar o impasse político na Grécia e no esforço para impedir novas eleições em junho, o presidente grego, Carolos Papulias, propôs ontem (14) à noite que o novo governo de coalizão seja formado por “tecnocratas”. Na prática, isso significa que as nomeações não sejam políticas, mas tenham o aval do Congresso. Hoje (15), há mais uma rodada de negociações entre Papulias e parlamentares.
Com dificuldades internas para administrar os impactos da crise econômica, a Grécia enfrenta inflação elevada, aumento no desemprego, impostos altos e a indignação da população. O novo governo de coalizão tem como desafios renegociar a longo prazo as medidas de austeridade impostas ao país pela União Europeia e pelos Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (FMI).
A ameaça que assusta os gregos é a retirada deles da União Europeia. Os líderes da zona do euro (que reúne os 17 países que adotam a moeda única) sinalizaram que se a Grécia não respeitar as condições do plano internacional de resgate, poderá sair do bloco, mesmo que isso possa desestabilizar a moeda única. Ontem, as bolsas europeias despencaram devido às incertezas na Grécia.
Papulias se reúne hoje com os líderes durante todo o dia. As conversas ocorrerão a portas fechadas. Um dos momentos mais tensos, segundo analistas, será a reunião com o conservador Panos Kammenos – cujo Partido Nacionalista Populista ganhou 33 dos 300 assentos nas eleições do dia 6 e manteve-se distante das últimas negociações.
O presidente se reunirá ainda com os integrantes do Partido Syriza, da esquerda radical, que despontou como segunda força política do país e rejeitou as últimas propostas de Papulias. No entanto, não há encontros marcados para hoje com integrantes do Partido Comunista Extremista KKE e os neonazistas do Amanhecer Dourado.
