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19 de janeiro de 2012Proposta concede isenção de tributos a entidades culturais
24 de janeiro de 2012Diante da imposição da União Europeia (UE) de um embargo total contra
as importações de petróleo de Teerã, um deputado iraniano respondeu,
dizendo que seu país tem o direito de fechar o Estreito de Ormuz como
retaliação.
Heshmatollah Falahapisheh foi citado pela agência de
notícias semioficial Mehr. Com a nova imposição, o bloqueio de Ormuz se
tornou uma possibilidade ainda maior, teria dito o parlamentar. A reação
não é uma novidade. Há tempos, o Irã vem afirmando que irá fechar o
estreito se as sanções ocidentais prejudicarem sua venda de petróleo.
Nesta
segunda-feira, diplomatas da UE concordaram em impor um embargo total
às importações de petróleo do Irã. A medida deve entrar em vigor pleno
no próximo dia 1º de julho. O objetivo é pressionar ainda mais o governo
de Teerã a voltar para mesa de negociações e discutir seu programa
nuclear.
Por enquanto, os membros do bloco europeu estão proibidos
de assinar novos acordos com Teerã, e aqueles que já tem parcerias com o
Irã – como é o caso de Espanha, Itália e Grécia – têm até julho para
cumprir os contratos pendentes.
– Queremos convencer o Irã a
sentar à mesa de negociações de onde a deixamos no ano passado, em
Istambul – disse Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia.
Alguns
países do bloco apresentavam restrições à medida, enquanto Alemanha,
França e Reino Unido reclamaram por ações mais duras contra Teerã. Em
entrevista ao “El País”, o chanceler espanhol, José Manuel
García-Margallo, disse que seu país “vai se sacrificar em nome da
segurança da zona”. O Irã é responsável por 20% do fornecimento de
petróleo da Espanha. O Irã vende 6% do seu petróleo para a UE, que deve
substituir as importações iranianas por outros países do Golfo, como a
Arábia Saudita.
O acordo foi o passo final antes da reunião dos
ministros de Relações Exteriores da UE que formalizará a aprovação ao
embargo. Os 27 chanceleres do bloco se reunirão em Bruxelas ainda nesta
segunda-feira. Além do embargo contra o petróleo, os europeus devem
adotar novas sanções contra Teerã. A expectativa é que a UE bloqueie
parcialmente as operações com o banco central iraniano, deixando de lado
apenas as negociações alheias ao setor energético. Mais de 500 pessoas
físicas e jurídicas iranianas sofrem hoje com o embargo da UE.
