UK unemployment rises to 2.68m
18 de janeiro de 2012Dilma faz hoje primeira reunião ministerial do ano
23 de janeiro de 2012O economista Delfim Netto, em entrevista ao JB, reiterou as críticas
desferidas por ele contra a decisão da agência de classificação de risco
Standard & Poor’s de rebaixar as notas da França e da Áustria (de AAA para
AA+), da Espanha (de AA- para A) e da Itália (de A para BBB+). Para Delfim, que
já foi ministro de Estado e deputado federal, a ação da S&P foi “intempestiva”
e “desmoralizante” para a própria agência:
“A maior prova de que foi uma decisão errada está na queda
das taxas de juros dos países, mesmo depois do rebaixamento”, afirma Delfim. “Se
houvesse realmente um cenário que justificasse o rebaixamento, os juros
deveriam subir, e não descer”.
Para Delfim, a S&P está a serviço não da população, mas do sistema financeiro:
“Quanto maior for a volatilidade, melhor para eles”, diz Delfim.
O ex-ministro diz ainda que há claros sinais de que as nações europeias têm feito um grande esforço político em comum, o que contribui para que haja condições de superação da crise. Delfim cita ainda a questão da Grécia, cujo governo, segundo ele, resiste à pressão “dos seus antigos cúmplices”, ou seja, “os agentes do sistema financeiro e as próprias agências de risco”.
Os comentários de Delfim Netto são baseados em um artigo escrito por ele e publicado esta semana no jornal Folha de S. Paulo, sob o título “Arrogância”. No texto, Delfim diz ainda que a atitude da S&P “parece uma tentativa de protagonismo para tentar readquirir a credibilidade perdida com os seus dramáticos erros do primeiro momento da crise mundial”.
Ao JB, Delfim diz ainda que “a atitude da agência é de extrema arrogância e desrespeito à democracia”:
“O esforço político das nações foi absolutamente ignorado”, finaliza Delfim Netto.
