Serbian banks: the end is not near
11 de novembro de 2011Brazil’s Domestic Crystal Sugar Sales Set to Retreat, Cepea Says
16 de novembro de 2011Hoje (14), véspera do aniversário da Proclamação da República, a
União de Negros pela Igualdade (Unegro) vai protocolar no Palácio do
Planalto carta a Dilma Rousseff defendendo a maior participação de
negros no governo. A informação é de Edson França, presidente da
entidade que encerrou hoje seu Quarto congresso nacional, em Brasília,
com a participação de 700 delegados (de 23 estados).
Segundo o ativista, o movimento quer que haja mais ministros negros no
governo Dilma e se opõe a eventual mudança na Esplanada dos Ministérios
que concentre pastas ligadas às minorias (negros, mulheres, jovens,
indígenas e direitos humanos) em um único ministério. “Para nós é um
rebaixamento”.
“Achamos isso um atraso e vai tirar o nosso protagonismo na articulação
das políticas”, ponderou ao defender o papel da Secretaria Políticas de
Promoção da Igualdade Racial (Seppir) na “transversalidade das
políticas” voltadas para os negros em várias áreas como saúde, educação e
desenvolvimento social.
Edson França queixa-se dos efeitos do contingenciamento (reprogramação
orçamentária de R$ 50 bilhões para todas as pastas) na Seppir e do valor
previsto para a pasta no Orçamento de 2012. “O valor que apresentam é
irrisório”.
Conforme proposta do governo encaminhada ao Congresso Nacional, serão
alocados para Seppir R$ 31,31 bilhões (incluindo despesas fiscais e
encargos com seguridade social). O Programa de Enfrentamento ao Racismo e
Promoção da Igualdade Racial terá R$ 75 milhões.
Além do Executivo, o movimento tem queixa contra o Poder Legislativo,
em especial, a proposta de reforma política e eleitoral em discussão no
Congresso, que segundo o presidente da Unegro não assegura mecanismos
para aumentar a participação de negros no parlamento.
Levantamento feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
contabiliza 43 deputados federais autodeclarados negros (8,5% na atual
legislatura) e apenas dois senadores – Paulo Paim (PT-RS) e Magno Malta
(PR-ES). Para Edson França, a subrepresentação se repete nas assembleias
legislativas estaduais e nas câmaras de vereadores das capitais.
