Brazil seeks to triumph in new Great Game for Africa
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28 de abril de 2011A posição estimada da dívida externa do país atingiu US$ 279,226 bilhões no mês de março, com evolução de US$ 22,422 bilhões em relação à dezembro último, conforme anunciou ontem (26) o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, ao divulgar o Relatório do Setor Externo referente a março.
Ele disse que a dívida externa de longo prazo cresceu US$ 9,5 bilhões no trimestre e soma, hoje, US$ 209 bilhões, enquanto o estoque da dívida de curto prazo (com vencimento ao longo dos próximos 12 meses) teve aumento mais pronunciado, de US$ 12,9 bilhões no período, totalizando US$ 70,2 bilhões.
Segundo Maciel, a expansão verificada na dívida de curto prazo deveu-se ao ingresso líquido de US$ 7,7 bilhões em empréstimos a bancos e a emissões líquidas de US$ 2,6 bilhões em papéis do setor bancário, além de US$ 2,6 bilhões de empréstimos a outros setores.
No caso da dívida de médio e longo prazos houve o ingresso líquido de US$ 4,9 bilhões em bônus e notas e de US$ 3,6 bilhões em empréstimos ao setor bancário, mais US$ 2,4 bilhões de empréstimos a outros setores. O destaque no período, acrescentou, foi a redução de US$ 2,2 bilhões no endividamento externo de longo prazo do governo federal.
O relatório do BC menciona, ainda, que as reservas externas do país continuam em alta. As divisas externas somaram US$ 317,1 bilhões no final de março, aumento de US$ 9,6 bilhões no mês, em decorrência, principalmente, das compras feitas pela autoridade monetária no mercado à vista de câmbio, no total de US$ 8,8 bilhões. Houve também receitas de US$ 629 milhões com a remuneração das reservas e US$ 175 milhões com a valorização do real e outras operações externas.
Mas, de acordo com o último número liberado pelo BC, relativo ao dia 20 deste mês, as reservas internacionais cresceram mais US$ 8,588 bilhões neste mês e estão, agora, em US$ 325,734 bilhões. Número que continua em constante evolução, pois o BC tem feito intervenções diárias no câmbio, com vistas a conter a desvalorização da moeda norte-americana em relação ao real.
