Brazil to renew construction of third nuclear power plant
19 de janeiro de 2010Governo pode anunciar em fevereiro medidas para desonerar exportações
21 de janeiro de 2010Ao tomar posse do seu segundo mandato, o presidente reeleito da Bolívia, Evo Morales, sinaliza que pode ser mais flexível nas negociações com os países vizinhos. Mas, segundo analistas políticos, a tendência é de ele manter o estilo incisivo e surpreendente.
Para o Brasil, ele enviou recados de que espera que a Petrobras amplie os investimentos em seu país. A mensagem de Morales foi enviada pouco depois de ser negociado um acordo de mais investimentos e aumento no pagamento do gás comprado do país.
No fim do ano passado, foi firmado um acordo entre o Brasil e a Bolívia que garante ganho adicional de cerca de US$ 1,2 bilhão até 2019 para os bolivianos. Pelo acordo, o Brasil se compromete a pagar mais pelas frações líquidas do gás boliviano – propano, butano e gasolina líquida. Morales quer ter a garantia ainda de que as cinco refinarias estrangeiras em atuação na Bolívia aumentem as pesquisas de exploração em campos de gás e petróleo.
Há cerca de quatro anos, o presidente ameaçou privatizar refinarias da Petrobras localizadas em território boliviano. No campo político, Morales manteve o tratamento de “amigo” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem já presenteou com uma túnica indígena.
É com os vizinhos Chile e Peru que Morales tem o relacionamento mais delicado. Historicamente, os bolivianos atribuem aos dois países a responsabilidade pela ausência de mar. As negociações em busca de uma alternativa são intensas. Tanto Morales quanto o presidente eleito do Chile, Miguel Sebastián Piñera, indicam que há possibilidade de um acordo. Diplomático, o boliviano evitou criticar Piñera que é associado a uma ideologia de direita, ou seja, um opositor político.
Com o Peru, as relações são estremecidas pela histórica questão da delimitação marítima e também porque o Peru concedeu asilo político a três ex-ministros da Bolívia.
Morales não esconde seu apreço e admiração pelo ex-presidente de Cuba Fidel Castro e por Chávez. O estilo do boliviano é comparado ao do venezuelano. Ambos têm o apoio das camadas populares, das entidades civis de trabalhadores e sociais, além de se declararem do Movimento
Bolivariano – que defende por meio de princípios socialistas a unidade da América Latina. Também tem simpatia por esses ideais o presidente do Equador, Rafael Correa.
