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1 de junho de 2009Reservas crescem
3 de junho de 2009O Morgan Stanley deu ontem nova mostra de que está apostando no mercado brasileiro. A instituição contratou o engenheiro Cássio Casseb para ser consultor sênior (“senior advisor”) do banco de investimento no Brasil.
Casseb, que já foi presidente do Banco do Brasil e do Pão de Açúcar, terá a missão de buscar novos negócios para o banco e de estruturar operações em alguns setores. O executivo vai trabalhar principalmente com três segmentos: financeiro, varejo e consumo.
Casseb contou ao Valor que não terá dedicação exclusiva ao Morgan. Mas participa ao menos de duas reuniões semanais, que vão definir, por exemplo, estratégias para a área de fusões e aquisições e operações estruturadas.
Casseb diz que sua própria experiência na área financeira o levou a aceitar o convite. Além do BB, ele já trabalhou no BankBoston, Credicard e Banco Francês e Brasileiro. Ele conta que vai continuar com suas atividades no conselho da Sadia e das lojas Marisa, no Brasil, e na Coca-Cola, na qual é conselheiro para a América Latina.
Daniel Goldberg, responsável pelo banco de investimento do Morgan Stanley no Brasil, diz que a estratégia do banco é continuar expandindo as operações no Brasil, especialmente num momento em que o mercado voltou a se aquecer. Algumas empresas estão procurando o banco para emitir papéis no exterior. A estratégia é aproveitar a janela de oportunidades para captar e fazer caixa, caso a situação lá fora volte a piorar, ou, se a situação continuar favorável, deixar a empresa capitalizada.
Na renda variável, Goldberg acredita que o mercado deve voltar a se abrir mais para o segundo semestre, após as férias de verão na Europa e Estados Unidos. Além disso, as fusões e aquisições estão aquecidas como nunca. “Basta olhar as recente operações”, diz Goldberg. Entre elas, houve a fusão da Perdigão com a Sadia.
Além de Casseb, o Morgan Stanley fez outras contratações de peso recentemente. Entre elas, Cristina Schulman, que veio da Europa para cuidar da área de renda fixa. “Temos uma plataforma global, mas com forte conteúdo de talentos locais”, diz Goldberg.
Lá fora, o Morgan, abalado pela crise, conseguiu se recapitalizar em maio. O banco captou US$ 4 bilhões com uma emissão de ações, o dobro do que esperava. Além disso, lançou mais US$ 4 bilhões em títulos de dívida sênior.
