STF estende repercussão geral para progressividade do IPTU antes da EC 29
13 de março de 2009Estados já vivem queda na arrecadação
17 de março de 2009Seis meses não foram suficientes para minimizar a perturbação provocada pela crise econômica mundial, desde o pedido de concordata do centenário Lehman Brothers, já que ninguém esperava que os Estados Unidos deixassem um dos seus ícones sucumbir. O que era uma crise de crédito se agravou, virando uma crise de liquidez, deteriorando a situação dos que já estavam mal. Daí seguiram-se outras derrocadas e o mundo viu que Wall Street estava ruindo.
De lá para cá, o mundo mudou sensivelmente para um patamar bem abaixo que, no entanto, poucos se arriscam a quantificar. Prejuízos e baixas contábeis dos bancos já beiram os US$ 2,2 trilhões, conforme números do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estão sendo sempre revistos. Em abril de 2008, o FMI estimava em pouco mais de US$ 900 bilhões. Muitos dizem que boa parte do que existe de títulos podres ou tóxicos, como são denominados informalmente os papéis que possibilitaram a grande alavancagem das instituições, ainda não veio a público.
Na ponta do lápis, sabe-se que apenas US$ 1 trilhão, dos US$ 3 trilhões do mercado imobiliário de alto risco dos Estados Unidos, que lastreava a maioria dos títulos, já foi baixado como perdas. Relatório recente do Banco de Desenvolvimento da Ásia mostra que o valor dos ativos financeiros mundiais pode ter sido reduzido em mais de US$ 50 trilhões em 2008, equivalente a um PIB mundial. Na América Latina caiu cerca de US$ 2,1 trilhões. As bolsas globais perderam cerca de US$ 28,7 trilhões.
