Dia do Advogado
11 de agosto de 2008Sped altera realidade fiscal e contábil das empresas
13 de agosto de 2008O modelo de administração tributária adotado pelo Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), na gestão Eder Moraes, tem chamado a atenção de governadores e secretários de Fazenda de outros Estados. A adoção de medidas eficazes no combate à evasão fiscal aliada ao desenvolvimento econômico está possibilitando o crescimento da arrecadação tributária. Só no primeiro semestre deste ano, a receita do ICMS teve um crescimento real de 16%, ou seja, evoluiu de R$ 1,73 bi para R$ 2,01 bi, em relação ao semestre anterior. O crescimento nominal do ICMS foi de 21%.Outro produto de Mato Grosso que tem despertado o interesse dos governadores brasileiros é o Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Estado de Mato Grosso (Fiplan), criado no primeiro mandato do governador Blairo Maggi para aprimorar a gestão, melhorar a prestação de serviço à sociedade, reduzir gastos e o aumento do controle sobre as contas do governo.Na assinatura do Convênio de Cooperação Técnica do Governo de Mato Grosso com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) para implantação do programa Modernizando a Gestão Pública, ocorrido no final do mês passado, em Brasília (DF), os governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho; da Bahia, Jaques Wagner; e do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, falaram com o secretário Eder Moraes sobre o interesse em adquirir o sistema mato-grossense.O governador Blairo Maggi, segundo ele, já decidiu por uma ajuda mútua aos Estados brasileiros que desejarem adquirir o Fiplan. “Mato Grosso não vai cobrar por isso, levando-se em conta as relações federativas entre os Estados brasileiros. Os governadores interessados no Fiplan terão apenas o custo de manutenção e acompanhamento por uma empresa terceirizada, por meio de licitação, para que haja garantia da qualidade do sistema”, disse o secretário de Fazenda.Conforme Eder Moraes, com o Fiplan, o Governo de Mato Grosso vai fazer escola em muitos Estados. “O sistema permite melhor gerenciamento da execução do orçamento, unificando vários procedimentos da elaboração orçamentária e seu controle por todas as Secretarias do Estado”, reiterou o secretário de Fazenda, ao afirmar que dessa forma, o Estado conta com um banco de dados único, que auxilia no controle interno dos gastos e no acompanhamento da execução daquilo que foi planejado, gerando automaticamente as principais prestações de contas que deve fazer.MODERNIZAÇÃOPara aprimorar ainda mais a administração fazendária e a gestão pública estadual, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, buscou, junto ao Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), do renomado consultor Vicente Falconi, consultoria para melhoria de resultados e modernização institucional nas áreas da Fazenda, Segurança, Meio Ambiente, Administração, Planejamento e Detran. A execução do projeto começa na segunda quinzena de agosto. \”Temos interesse em implementar novas metodologias de gestão e mensuracão de resultados. Em Mato Grosso, estamos acabando com o famoso jeitinho na área tributária, ou seja, não haverá mais espaco para arranjos precários na contabilidade das empresas. Efetivamente, essa nova era traz consigo a profissionalizacão do trato com a coisa publica\”, acrescentou o secretário Eder Moraes. Ele reforça que sistemas como o Fiplan, a contratacão do INDG, o aumento do efetivo fiscal, os investimentos em tecnologia e inteligencia fiscal, a intensificacão da fiscalizacão, bem como a qualificacão dos servidores fazendários, são provas contundentes de que o Governo Blairo Maggi está quebrando paradigmas e sendo modelo para o Brasil, notadamente na questão tributária, conforme pode-se constatar.
