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Coca-Cola anuncia boicote ao Facebook e gera prejuízo de R$ 306 bi - 29/06/2020
A Coca-Cola Company anunciou uma pausa de 30 dias em todo o conteúdo de publicidade veiculado nas redes sociais Facebook e Twitter. A empresa alega que está revisando suas políticas de anúncio digital, um movimento entre marcas que exigem das plataformas melhores práticas para lidar com conteúdos de ódio on-line.

A empresa de bens de consumo Unilever também suspendeu suas peças nas redes sociais até o final do ano, pelo menos, devido a um "período eleitoral polarizado". Neste domingo (28), a Starbucks entrou para a lista. A empresa vai "realizar discussões internas e com parceiros de mídia e organizações de direitos civis para impedir a disseminação do discurso de ódio", afirmou em comunicado.

A Coca-Cola aponta para casos de racismo não solucionados pelas empresas de tecnologia. De acordo com nota assinada pelo CEO, James Quincy, a empresa de bebidas aguarda medidas de transparência e responsabilização dos parceiros de mídias sociais para retomar a investir em publicidade nas redes.

"Não há lugar para o racismo no mundo e não deve haver nas redes sociais", diz Quincy. "Tomaremos esse tempo para readequar nossas políticas de publicidade e determinar se há revisões necessárias."

Após o anúncio da suspensão de anúncios, as ações do Facebook tiveram uma queda de 8,3%, uma perda de US$ 56 bilhões (R$ 306,8 bilhões) do valor de mercado da empresa.

Segundo a agência Bloomberg, com essa desvalorização, o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, viu sua riqueza pessoal recuar US$ 7,2 bilhões (R$ 39,4 bilhões).

Em resposta, o Facebook diz que investe "bilhões de dólares todos os anos para manter nossa comunidade segura e trabalhamos continuamente com especialistas da sociedade civil para revisar e atualizar nossas políticas" e que continuará trabalhando neste sentido.

A empresa diz ter aberto auditoria de direitos civis e que baniu 250 organizações supremacistas brancas do Facebook e Instagram. "Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie", afirma.

O Twitter diz que tem como missão "servir à conversa pública" e garantir que a rede social seja um lugar onde as pessoas possam "estabelecer conexões humanas, buscar e ter acesso a informações autênticas e de qualidade e se expressar de maneira livre e segura".

"Temos desenvolvido políticas e recursos da plataforma no intuito de proteger e servir à conversa pública e, como sempre, estamos comprometidos em ampliar vozes de comunidades sub-representadas e grupos marginalizados", diz a nota. "Respeitamos as decisões de nossos parceiros e continuaremos trabalhando e nos comunicando com eles durante esse período."

Com o anúncio, a Unilever e a Coca-Cola somam-se a uma lista crescente de companhias que estão boicotando o Facebook por períodos de tempo variados, como Verizon Communications, Patagonia, VF Corp., Eddie Bauer e Recreational Equipment.

A medida das marcas é um marco importante na escalada de esforços dos anunciantes para que as companhias tecnológicas adotem mudanças em relação ao conteúdo publicado nas redes.

"Com base na atual polarização e na eleição que teremos nos EUA, precisa haver muito mais fiscalização na área do discurso de ódio", disse Luis Di Como, vice-presidente executivo de mídia global da Unilever.

"Continuar anunciando nessas plataformas neste momento não acrescentaria valor às pessoas e à sociedade", declarou a empresa.

A suspensão, que deve valer até o fim do ano, também afeta o Instagram.

Como resposta à pressão dos anunciantes, o Facebook anunciou que começará a marcar postagens com discurso político que violem suas regras e tomará outras medidas para evitar a repressão a eleitores e proteger minorias contra abusos.

A publicidade faz parte de quase toda a receita da companhia. No primeiro trimestre deste ano, o faturamento total da empresa fechou em US$ 17,7 bilhões (R$ 96,9 bilhões), dos quais 98% ou US$ 17,4 bilhões (R$ 95,3 bilhões) vieram da publicidade, de acordo com o relatório divulgado a investidores.

O Facebook, no entanto, declarou que não toma decisões políticas por causa da pressão das receitas, e um porta-voz disse que as mudanças são uma decorrência do compromisso feito por Zuckerberg de se preparar para as próximas eleições.



Fonte: Correio Braziliense
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