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Governo de SP contabiliza 25 mil casos de Covid-19 a menos na cidade de SP que prefeitura, mas deve liberar fase amarela - 26/06/2020
O governo de São Paulo deve anunciar nesta sexta-feira (26) que a cidade de São Paulo vai para a fase amarela de flexibilização da quarentena mesmo contabilizando 25 mil novos casos confirmados de Covid-19 a menos do que os dados oficiais divulgados pela Prefeitura de São Paulo. A variação de casos semanais é um dos cinco critérios de saúde usados para autorizar a reabertura de setores econômicos.

Na fase amarela é permitida a reabertura com restrições de bares e restaurantes e salões de beleza. Atualmente, a capital está na fase laranja, em que estão liberados o comércio de rua, shoppings e outros serviços não essenciais.

Nesta quinta-feira (25), o Centro de Contingência da gestão João Doria (PSDB) afirmou que o interior do estado ultrapassou a capital pela primeira vez no número total de casos confirmados do novo coronavírus. Segundo João Gabbardo, até a quarta-feira (24) a capital havia registrado 113.261 casos confirmados. Já o interior, teria registrado 125.561.

No entanto, o boletim epidemiológico da Prefeitura de São Paulo aponta que a cidade registrou no mesmo período 138.339 casos confirmados da doença. A diferença é de mais de 25 mil casos e o valor supera o do interior. A doença, portanto, ainda estaria concentrada na capital, ao contrário do que diz o governo estadual.

Em entrevista ao G1 na noite desta quinta-feira (25), o diretor de Controle de Doenças do estado, Paulo Menezes, afirmou que a inconsistência será analisada nesta sexta-feira pelas equipes de saúde e será corrigida (leia mais abaixo).

Na segunda-feira (22), o secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, já havia afirmado que o interior ultrapassou a capital pela primeira vez em novos casos semanais de Covid-19. Segundo Vinholi, na semana entre 15 e 21 e junho o interior registrou 17.932 novos casos, e a capital 15.342.

No entanto, os boletins diários da prefeitura apontam 21.463 novos casos confirmados neste mesmo período. Também acima do valor apontado para o interior.

Nesta quinta, o governo voltou a afirmar que os casos avançam mais no interior. “Nesta semana, apenas no intervalo entre domingo (21) e quarta-feira (24) o interior viu 10.752 novas confirmações de casos, ante 7.670 na capital. Em apenas quatro dias, a pandemia avançou 28,7% a mais fora da cidade de São Paulo”, diz release do governo.

Entre os dias 21 e 24 os boletins da prefeitura apontam 20.571 novos casos confirmados. Quase o dobro do registrado no interior, segundo os dados do governo estadual.

O diretor de Controle de Doenças do estado, Paulo Menezes, afirmou que o governo vai explicar a "discrepância".

“Você está nos apontando uma inconsistência importante que precisa ser examinada. Quando olhamos os dados do estado de São Paulo, usamos as bases de dados do estado porque é igual para todos os municípios. Se há uma discrepância dessa ordem nesses números, nós precisamos esclarecer. Vamos colocar a equipe do estado trabalhando com a equipe do município para entender o que está acontecendo, se de fato existem casos a mais que não estão contabilizados ou se o número da prefeitura têm questões que precisam ser corrigidas”, disse Menezes.

Em relação às comparações entre capital e interior, Menezes afirma que mesmo se tiver mais casos que o contabilizado inicialmente, a capital apresenta melhora em indicadores com maior peso que podem garantir a mudança para a fase amarela, diferente do interior.

“É uma questão importante que pode mudar a interpretação da situação parcialmente. Quando olhamos os outros indicadores, que são internações e óbitos, tudo indica que na capital a situação é bastante distinta do interior.”

Menezes afirma ainda que, embora problemas possam ocorrer, a base de dados do estado é confiável. “Pode acontecer alguma situação em que a gente tenha que investigar como esta que você está relatando, mas os dados de forma geral são confiáveis. Vamos identificar o problema e vamos corrigir”.

O boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na quarta-feira (24) aponta 18.990 novos casos confirmados em relação ao dia anterior (23). A gestão municipal justificou o recorde de registro diário por uma correção do acumulado semanal após instabilidade em sistema do Ministério da Saúde.

"A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o Boletim Diário Covid-19 nº 90, divulgado nesta quarta-feira (24), apresenta um aumento no número de casos devido ao acumulado da última semana ocasionado por instabilidade das bases de dados do e-SUS VE e do Sistema Sivep Gripe, do Ministério de Saúde.Não houve aumento percentual equivalente dos casos leves, moderados ou graves da Covid- 19 no Município de São Paulo. Esses se mantém em um patamar de estabilidade (platô) desde abril deste ano", disse em nota no dia 24.

O alto número diário na cidade só se compara aos 19.030 novos casos registrados pelo estado inteiro no dia 19 de junho, quando foi corrigida a subnotificação causada após dois dias seguidos de problemas no sistema e-SUS, plataforma do Ministério da Saúde que é usada para notificação de casos leves de Covid-19.

Desconsiderando esse período atípico, o recorde de novos casos diários no estado foi batido nesta quinta-feira (25) com 9.765 registros nas últimas 24 horas. O balanço do estado, no entanto, não reflete os altos números contabilizados pela capital no dia 24.

O total de casos na cidade tem influência no Plano São Paulo, que determina a flexibilização ou o endurecimento da quarentena nas diferentes regiões do estado. Um dos critérios do plano é a variação no número de casos em relação à semana anterior.

A prefeitura e o governo do estado contam com a melhoria nos indicadores de saúde da capital para que a cidade avance, ainda nesta sexta (26), para uma fase mais flexível da quarentena, a fase amarela, que permite a abertura de bares, restaurantes e salões de beleza. (leia mais abaixo).

No último balanço do Plano São Paulo, divulgado na sexta-feira (19) com dados do dia anterior (18 de junho), dois dos cinco indicadores da cidade de São Paulo estavam na fase laranja: a taxa de ocupação de leitos de UTI e a variação no número de mortes, em comparação com a semana anterior. Todos os outros indicadores estavam na fase amarela ou verde.

Nesta segunda (22), o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, disse que a capital paulista e Grande São Paulo tiveram melhoras da taxa de ocupação dos leitos e novas internações e destacou que havia a expectativa de que as duas regiões avançassem para a fase amarela nesta sexta (26).

"A nossa expectativa, acompanhando até a próxima sexta-feira, é que aqui na Grande São Paulo e na capital a gente possa seguir com essa melhora. Não consigo cravar porque nós teremos que ver os números do fim de semana até quarta-feira", disse.

Nesta quinta (25), o prefeito Bruno Covas reforçou a expectativa de que a capital avance para a fase amarela do Plano São Paulo.

“A expectativa do município, volto a dizer, é que amanhã o município seja reclassificado para fase 3, amarela. Se isso acontecer, nós podemos reabrir bares e restaurantes a partir da segunda-feira. Entretanto, é preciso lembrar que nós ainda vamos assinar com o setor um protocolo de boas práticas e só depois da assinatura desse protocolo é que o setor vai poder reabrir na cidade de São Paulo”, disse o prefeito.

Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da região metropolitana. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.

Os cinco critérios que baseiam a classificação das regiões são:

    ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
    total de leitos por 100 mil habitantes;
    variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
    variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
    variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

O critério que tem maior peso na classificação de cada região é a variação de novas internações (peso 4), seguido pela taxa de ocupação de UTIs (peso 3). Especialistas criticaram o plano quando ele foi lançado, pois discordam do peso diferente e das notas de corte de cada critério.

Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

    Fase 1 - Vermelha: Alerta máximo
    Fase 2 - Laranja: Controle
    Fase 3 - Amarela: Flexibilização
    Fase 4 - Verde: Abertura parcial
    Fase 5 - Azul: Normal controlado

De acordo com a fase cada região pode liberar a abertura de diferentes setores da economia fechados pela quarentena. Veja na tabela abaixo o que pode abrir em cada etapa:

Toda sexta-feira a situação das regiões é atualizada em coletiva de imprensa. Se houver piora nos índices, uma região pode regredir de fase em 7 dias, mas o avanço só acontece a cada 14 dias.





Fonte: G1
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