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As alternativas para o Brexit - 17/01/2019
Depois de vencer a moção de desconfiança ontem no Parlamento e da derrota fragorosa de sua proposta para o Brexit, a premiê britânica, Theresa May, tem apenas três opções se quiser sair do impasse do Brexit. Nenhuma tem apoio garantido. Ei-las:

União aduaneira – Se propuser que o Reino Unido mantenha tarifas e regras comerciais europeias de modo duradouro, ela conquistaria o apoio do líder trabalhista Jeremy Corbyn para um novo acordo com a União Europeia (UE). Seria uma solução mais estável que a união aduaneira temporária sugerida, no acordo rejeitado pelo Parlamento, como forma de evitar a criação de barreiras e controles alfandegários entre Irlanda (parte da UE) e Irlanda do Norte (parte do Reino Unido), enquanto as partes negociariam um acordo de livre-comércio. A possibilidade de adesão à Área de Livre-Comércio Europeia (EFTA), preferida pelos partidários do Brexit, deve ser descartada justamente porque implicaria o restabelecimento de controles fronteiriços na ilha irlandesa. A união aduaneira, porém, seria um empecilho a futuros acordos comerciais, já que o Reino Unido ficaria sujeito aos ditames da UE, ainda que sem qualquer influência sobre eles. Para quem votou pelo Brexit esperando “resgatar o controle” e a soberania nacional, tal saída representaria uma traição, um divórcio de fachada, em que, para todos os efeitos, o Reino Unido permaneceria vinculado ao continente, exceto no ponto mais caro a May: o controle sobre a imigração e o fluxo de pessoas.
Mercado comum – Também conhecida como “solução norueguesa”, essa saída manteria o país como integrante da Área Econômica Europeia (EEA), em que vigora, além do livre fluxo de capitais, mercadorias e serviços, também o de pessoas. A adesão ao mercado comum poderia trazer o apoio de parlamentares contrários ao Brexit que insistem na realização de um novo referendo, pois manteria o país ainda mais preso à Europa. Nem é preciso dizer que, para aqueles que votaram pelo Brexit, representaria uma traição ainda maior. Embora não traga as mesmas obrigações externas que a união aduaneira no que diz respeito a novos acordos internacionais, na prática o mercado comum impõe a seus integrantes as regras comerciais do bloco, um desincentivo a acordos bilaterais entre cada um e países de fora. May seria obrigada, nesse cenário, a abandonar a principal “linha vermelha”, ou restrição inegociável, que estabeleceu desde o início das conversas com a UE: manter o controle migratório.
Novo referendo – Embora haja resistência a uma nova consulta popular tanto entre trabalhistas quanto entre conservadores, tal saída é a preferida dos parlamentares favoráveis à permanência na UE. Também seria um pretexto aceitável para reivindicar mais prazo diante dos europeus e evitar a saída abrupta, sem acordo, que provocaria uma situação caótica a partir do dia 29 de março, data limite para o Brexit. Ao contrário do plebiscito realizado de forma abstrata em junho de 2016, um novo referendo deixaria agora claras à população as opções concretas de Brexit: união aduaneira, mercado comum ou nada. Como as pesquisas sugerem que o Brexit seria derrotado, seus defensores considerariam essa alternativa a maior das traições ao espírito democrático do plebiscito de 2016.

May abriu ontem uma nova rodada de negociações com os demais partidos, mas insistiu que não abrirá mão de suas “linhas vermelhas”. Sem a abertura para a união aduaneira, Corbyn se recusou a participar das conversas.

Seu interesse primordial continua a ser derrubar May, pois acredita que vencerá as próximas eleições. Opositores do Brexit em seu partido cobram agora seu apoio a um novo referendo, pois ele havia dado a entender que, se perdesse a moção de desconfiança, consideraria a possibilidade.

O impasse interno no Parlamento britânico dificulta a obtenção de novas concessões da UE. É provável que o bloco concorde com a extensão do prazo fatídico de 29 de março, mas desde que haja uma pespectiva tangível de acordo. Dificilmente os europeus aceitarão estendê-lo apenas para ver políticos britânicos se digladiarem.

A situação deixa o país diante da pior perspectiva: o Brexit sem acordo. May se recusa também a descartar essa possibilidade, que atrai a ala mais radical dos conservadores favoráveis ao Brexit, sobretudo quando comparada às três opções acima.

O Brexit sem acordo provocaria uma tragédia em toda sorte de atividade, de transplantes de órgãos às plateleiras de supermercado, passando pelo roaming do celular, canais de TV paga, carteiras de motorista e dezenas de outros setores. É essa a opção default se o impasse perdurar. Pela teoria dos jogos, é a aposta mais segura diante das variáveis que se apresentam.


Fonte: G1
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