Quem Somos  |  Produtos e Serviços  |  Presidente  |  Nossos Escritórios  |  Contato
 
Jurisprudência
Doutrinas e Artigos
Perguntas e Respostas
 
 
Principal
Áreas de Atuação
Jurisprudência/Casos de Sucesso
Esportes
Doutrinas e Artigos
Informativo Tributário
Notícias
Clipping
Eventos
Publicações
Representantes
Área Restrita
 
 
Pesquisar
 
 
 
Os riscos e as fragilidades do mercado mundial - problema ou instrumento de ganho?
Dr. Édison Freitas de Siqueira


Sempre que examinamos o fluxo de capital  nos períodos pré e pós uma crise, é típico – primeiro -  perceber  a invasão de recursos  e - adiante - o movimento de evasão de divisas e de venda de posições.  A invasão de capital - ao invés de monitorada - ilogicamente é quase sempre estimulada por meio da imposição da  qualificação de "investment grade”, sem haver qualquer  monitoramento do preço que os "assets" alcançam em relação  a economia real.

Estes sinais,  por serem pautados exclusivamente como assunto de mercado,  nunca levam em  consideração os Governos e a população dos países envolvidos. O Capital é posto acima destes valores, abandonando qualquer movimento organizado de controle de movimentos que evite ou  leve à crises.

O comportamento dos Governos e dos Organismos Reguladores Internacionais  quase sempre  são  demasiadamente simplistas ou  - então - ingênuos . Isto ocorre porque  não querem  avocar  a responsabilidade objetiva que lhes cabe. Sequer enfrentam o fato de que os Estados e suas populações, sempre   serão   beneficiários ou vítimas desta total desregulamentação.

A cumplicidade de todos os governos com as crises  é consequência da ausência de limites. Nada  é  feito para evitar   ou amenizar  manipulações de mercado  que levam às bolhas e sucessivas crises.

Ou será que não é óbvio, por exemplo,  que  os bens de mercado sempre sofrem supervalorização quando expostos – sem limites de valor - a grande volume de capital.  E igual ocorre com  títulos de dívida emitidos por países.  Estes papéis descolam da realidade pelo caminho derivativo do mercado cambial e de juros, cujas apostas ou os tornam desvalorizados ou os superoneram de maneira a inviabilizar a capacidade do pagamento destes papéis  pelo país emissor, afetando câmbio ou destruindo capacidade de reação do mercado, quando os capitais debandam daquela posição ou mercado.

Estas condições, portanto, se analisarmos a crise atual, demonstram  que o mercado e seus “players” continuam a desconsiderar o valor do ser humano – e até dos Estados - na intrincada engenharia da obtenção de lucro.

A crise dos títulos da dívida pública dos EUA, bem como a dos países da Região do Euro (Grécia, Itália, Portugal, Espanha)  e muito provavelmente, as crises que acometerão outros mercados emergentes, em grande parte encontram as mesmas causas que se verificaram durante a formação do “Crash” do Mercado Norte Americano em 1929, ou na Crise de 2001 (Enron/Arthur Andersen), ou no caso Parmalat  em 2003. Não sendo diferente  com a Bolha do mercado Imobiliário de 2008.

Todas estas crises foram anunciadas e não puderam ser evitadas, pela total ausência de responsabilidade  global, embora identificados os diversos abusos e ilegalidades que as  causaram.

A "Securitie Exchange Act of 1934", que foi elaborada após o "Crash" de 1929, de nada serviu para evitar o abalo do mercado causado pelo emblemático caso "Enron/Arthur Andersen". E igual ocorreu com a "Sarbanes-Oxley Act of  2002", criada após o caso Enron, também não serviu para evitar os fatores que causaram a super crise de 2008. E os fatos repetem-se. A recém  criada  "Dodd-Frank Act", já  provou não ter a menor serventia  para evitar a atual Crise, frente ao óbvio vencimento e necessidade de absorção de emissão de títulos da dívida dos países citados, além dos de emissão do próprio Tesouro Americano.  Os players do mercado tem o Poder, inclusive, de – isolada e irresponsavelmente – rebaixar o nível de classificação dos Títulos Americanos, cuja liquidez – todos sabem – é a melhor do mundo, até porque lastreia as reservas cambiais das maiores economias do mundo.

Diante destas circunstâncias, a cada crise, fica evidenciada a necessidade da Comunidade  Mundial, e não só G7 ou G20, organizarem-se em torno de um Tratado Internacional ou Organização Internacional, na qual seja criado um Órgão de Análise de todas as movimentações de capital que ocorrem em bolsas de valores, no mercado de futuros, de derivativos, câmbio, Fundos Soberanos e Reservas Cambiais, superestimando mercados, “assets” diretos ou os derivativos deles expandidos artificialmente..

Se as Nações já conseguiram se unir para  criar a Convenção de Viena I e II, a ONU, o Pacto de Varsóvia, a OTAM, a OMC, a Interpol, os Tratados da Basiléia I e II, a União Européia e o Banco Mundial, porque então não conseguem organizar uma entidade internacional  que monitore os coadjuvantes e protagonistas dos mercados mobiliário e financeiro internacional.

Afinal de contas, em todos os casos, o objetivo maior da civilização moderna é  “o ser humano e sua qualidade de vida” e não “os  Homens de Poder”.



Bookmark and Share
<< Voltar
Édison Freitas de Siqueira Advogados Associados S/S - OAB/RS 22.136 - OAB/SC 22.281-A - OAB/GO 28.659-A - OAB/MG 92.047 - OAB/RJ 2.541-A - OAB/SP 17.2838-A - OAB/DF 2.074-A - OAB/MT 10.305-A - OAB/BA 23.016
A Ordem dos Advogados de Portugal - OAP/Lisboa 21.530L
Todos os direitos reservados © 2008
CA 91362
English version
Nosso trabalho e história profissional estão disponibilizados nesta página. Nossas atividades profissionais são reguladas pela Lei Nº 8906, de 04/07/1994, razão pela qual as nossas informações serão disponibilizadas mediante a comprovação de vosso efetivo interesse demonstrando a opção e a vontade de entrar no nosso site.