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Interventores da FIFA ensinam o Jogo da Administração Pública aos Brasileiros
Dr. Édison Freitas de Siqueira

Em tempos de Copa do Mundo, contrariamente à felicidade causada pela expressão “pra frente Brasil”, verificamos que nossos governantes prometem à FIFA, e não aos brasileiros, a realização de obras públicas necessárias ao desenvolvimento nacional, sem explicar o porquê delas não terem sido realizadas antes, sem a expectativa da “Copa”.

Nos EUA, França, Japão/Coréia do Sul, Alemanha e mesmo na África do Sul, a maior preocupação foi a construção e/ou reforma de alguns estádios de futebol. No Brasil, a FIFA teve que ir mais longe. Viu-se obrigada a se reunir com as autoridades “responsáveis” pela administração pública federal, estadual e municipal - do Norte ao Sul do Brasil - para definir que a Copa só poderá ocorrer em 2014 se forem realizadas obras públicas indispensáveis.

A entidade impôs como necessárias a construção de vias de acesso trafegáveis, de hospitais, de hotéis, de metrôs, de pontes e até sugeriu que o trem bala saísse do papel. A FIFA entendeu que, se as obras não forem realizadas, os brasileiros e, muito menos os estrangeiros que visitarão o Brasil durante o certame, não terão acesso, com segurança e mobilidade, aos estádios de futebol.

O fato é tão real que os repórteres brasileiros que cobrem a Copa do Mundo da África do Sul, já em suas primeiras matérias transmitidas ao vivo em rede nacional, noticiaram a “surpresa que tiveram” ao trafegar 1.400 km na principal estrada daquele país, sem encontrar um único buraco.  Afinal de contas, para os brasileiros, não encontrar centenas de buracos em uma estrada, como acontece na BR101, no trecho de POA a SP, é mais surpreendente do que encontrar vida selvagem nas estradas africanas.

Por estas razões, a FIFA exigiu de nossas autoridades, entre outros, as seguintes obras: Em Porto Alegre, a construção do primeiro trecho de metrô; o aumento da pista do Aeroporto “Internacional” Salgado Filho; a duplicação e a construção de avenidas em torno do estádio Beira Rio. Em Belo Horizonte, a duplicação das Avenidas Dom Pedro I e Antônio Carlos; a construção de alguns viadutos; a implantação e revitalização da linha verde e do anel viário. Em Cuiabá, a construção de cinco novas avenidas para facilitar o acesso ao estádio; a realização de investimentos nos setores hoteleiro e de saúde; a conclusão do terminal internacional de passageiros do Aeroporto Marechal Rondon. Em Fortaleza, a construção do Metrofor e do Transfor; a implantação de corredores de transporte público; a execução de melhorias nas vias e áreas urbanas. No Rio de janeiro, não foi preciso nem pedir, nossas autoridades de pronto prometeram mais helicópteros blindados para o policiamento da cidade, delegacias dentro de favelas-“bairro” e, mais uma vez, pasmem, outra reforma de centenas de milhões de reais no estádio Maracanã. Em São Paulo, Brasília e Curitiba, não foi diferente, os interventores da FIFA exigiram a realização de obras que há muito nossos governantes já deviam ter concluído. 

Por ano, nossos homens públicos arrecadam mais de 800 bilhões de dólares em impostos. Contudo, as obras importantes só são realizadas para receber as Olimpíadas e as Copas do Mundo. Sem a FIFA, não realizamos obras que são compatíveis com os resultados econômicos sistematicamente alardeados na mídia internacional. É uma ironia que os interventores da FIFA, na maior parte estrangeiros, tenham mais poderes do que os eleitores brasileiros para determinar quais obras públicas devem ser realizadas e/ou concluídas com os recursos governamentais e do BNDES que antes se dizia não existirem.

A FIFA parece estar descobrindo o Brasil para nossos políticos! Se puder, segura esta Tafarel! Ou quem sabe devamos convidar João Havelange, presidente aposentado da FIFA, para ser candidato único a vice-Presidente na chapa de todos os candidatos a Presidente do Brasil?

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Édison Freitas de Siqueira Advogados Associados S/S - OAB/RS 22.136 - OAB/SC 22.281-A - OAB/GO 28.659-A - OAB/MG 92.047 - OAB/RJ 2.541-A - OAB/SP 17.2838-A - OAB/DF 2.074-A - OAB/MT 10.305-A - OAB/BA 23.016
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